Discreto na Europa, Ganso quer recuperar bom futebol no Fluminense
Jogador teve início mágico de carreira, mas sofreu com lesões e praticamente não teve oportunidades no Sevilla e no Amiens

As negociações entre Fluminense e Paulo Henrique Ganso, enfim, tiveram um final feliz. Na última quinta-feira, o tricolor anunciou a contratação do meia, que volta ao Brasil como um dos principais nomes da atual janela de transferências. O vínculo assinado é válido por cinco anos, já que o jogador conseguiu a rescisão com o Sevilla (ESP).
Considerado uma das grandes promessas do Brasil há alguns anos, Ganso, aos 29 anos, volta ao país para tentar recuperar seu bom futebol. Desde julho de 2016, ele fez apenas 41 jogos e marcou sete gols. O desejo do atleta de vestir a camisa Tricolor foi fundamental para que os clubes chegassem a uma composição para o negócio, que foi fechado sem custos para o Flu. O LANCE! mostra um raio-x do meia.
Início mágico

Paulo Henrique Ganso chegou até a base do Santos em 2005 e começou a se destacar dois anos depois, sendo tratado como uma das grandes revelações do futebol brasileiro. No time profissional, depois de um 2008 difícil da equipe santista, Ganso teve ótimo rendimento no ano seguinte e despontou. Em seus 31 jogos pelo Brasileirão 2009, Ganso marcou oito gols e deu quatro assistências.
Em 2010, ele já era considerado um dos melhores meias no Brasil e visto por muitos mais promissor do que Neymar. Depois de voltar da lesão, ainda teve um 2011 bom com a camisa do Peixe.
Lesões

Em uma partida contra o Grêmio, em 25 de agosto, Ganso sofreu uma entorse no joelho esquerdo que ocasionou a ruptura do ligamento cruzado posterior. Com previsão para recuperação de seis meses, ele só voltaria a jogar em 2011. Mesmo recuperando o ritmo, ele teve bons jogos no Santos.
Convocado para os Jogos Olímpicos de 2012, ele esteve na condição de reserva e sofreu mais uma das muitas lesões que foram desencadeadas pelas operações em ambos os joelhos, passando praticamente todo torneio lesionado.
Seleção

O primeiro jogo de Ganso pela Seleção Brasileira foi em 2010. Vestindo a camisa 10, ele estreou na vitória sobre os Estados Unidos. Depois, voltou a ser convocado em seis partidas em 2011. Sua última aparição com a amarelinha aconteceu em fevereiro de 2012, contra a Bósnia. Ele chegou a ser chamado por Dunga para a Copa América Centenário em 2016, mas não saiu da reserva.
São Paulo

Com uma relação conturbada no Santos e ainda sofrendo com lesões, Ganso perdeu espaço e acabou anunciado pelo São Paulo em setembro de 2012. No total, fez 214 jogos e 24 gols. O meia teve boas apresentações em seu início pelo tricolor paulista e foi muito elogiado, mas acabou caindo de rendimento em 2013 por não conseguir se firmar.
Depois da saída de Jádson, em 2014, Ganso pegou a camisa 10 e voltou a ter boas atuações, sendo inclusive elogiado por seu então técnica Muricy Ramalho. O meia foi colecionando bons jogos nos anos seguintes, voltando inclusive à Seleção Brasileira na Copa América Centenário, mas acabou se machucando em um jogo contra o próprio Fluminense e não conseguiu jogar mais. Acabou vendido ao Sevilla após a eliminação do São Paulo na Libertadores.
Passagem discreta na Europa

Depois de defender Santos e São Paulo, Paulo Henrique Ganso foi para o Sevilla (ESP) em julho de 2016. No entanto, o que se viu foi o oposto daquilo que a maioria esperava: O jogador não encontrou regularidade e atuou em apenas 28 partidas pela equipe espanhola em quase três temporadas. Ele marcou sete gols. Com isso, o meia acabou emprestado ao Amiens, da França.
Ganso inicialmente não quis retornar ao Brasil, por isso a decisão de rumar para a equipe francesa. O jogador, no entanto, entrou em campo apenas 13 vezes. Sua última oportunidade foi em 4 de dezembro de 2018, na derrota contra o Monaco.
Títulos

Durante a carreira, Ganso conquistou o tricampeonato paulista (2010, 2011 e 2012), uma Copa do Brasil (2010), uma Libertadores (2012) e uma Recopa Sul-Americana (2012), todas pelo Santos. Ele foi para o São Paulo em 2012 e levantou a taça da Sul-Americana do mesmo ano.
Individualmente, o atleta ficou na seleção da Libertadores em 2016, foi o melhor do Paulista e da Copa do Brasil em 2010, além de ser a revelação do futebol brasileiro neste ano. Ele ainda ficou entre os melhores da América pelo jornal uruguaio El País em 2011, foi Bola de Prata em 2014, entre outros.

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