Fatores que podem ter contribuído para a derrota do Botafogo
Alvinegro foi derrotado por 1 a 0 pelo Palmeiras, neste sábado, no Mané Garrincha, em Brasília, com um gol de pênalti convertido por Gustavo Gómez, no segundo tempo

O Botafogo foi derrotado, neste sábado, por 1 a 0, para o líder Palmeiras, no Mané Garrincha, em Brasília. O time paulista controlou o jogo e fez pressão durante quase todo o tempo. O Alvinegro resistiu, mas acabou tendo um pênalti contra anotado pelo árbitro, com o auxílio do VAR, no segundo tempo.
O jogo foi marcado por um número alto de cartões amarelos para o time de Barroca, em razão de reclamações. Foram 11, com direito a dois para o banco de reservas. Além desse, outros fatores podem ter contribuído para o resultado negativo.
MARATONA DE JOGOS

A partida contra o Palmeiras, em Brasília, exigiu do Botafogo a terceira viagem no espaço de apenas uma semana. Antes da capital federal, o elenco passou por Goiânia, onde perdeu para o Goiás, por 1 a 0 e Assunção, no Paraguai, pela Sul-Americana, que terminou com um triunfo alvinegro sobre o Sol de América pelo mesmo placar. Antes da maratona, foram três jogos seguidos no Rio e três vitórias em sequência, sobre Bahia, Fortaleza e Fluminense.
Do outro lado, Palmeiras jogou descansado. O Alviverde também enfrentou o Sampaio Corrêa, em São Luís (MA), pela Copa do Brasil, durante a semana, mas poupou os titulares.
NERVOSISMO

Onze cartões amarelos. Este foi o saldo do nervosismo demonstrado pelos jogadores e comissão técnica do Botafogo no Mané Garrincha, neste sábado. Os atletas dentro de campo reclamavam de forma constante e insistente com o trio de arbitragem. Entre os 11 que entraram em campo, nove foram advertidos pelo juiz Paulo Roberto Alves Junior: João Paulo, Gilson, Gustavo Bochecha, Leonardo Valencia, Fernando, Gabriel, Gatito Fernández, Cícero, e Diego Souza.
O tom acima também foi visto no banco de reservas. Sem entrar no gramado, Gustavo Ferrareis, e o preparador de goleiro Flávio Tênius também foram amarelados. O número de faltas do cometidas pelo Alvinegro foi baixo: foram apenas 11 durante os noventa minutos.
DIFICULDADE DE SAIR DA MARCAÇÃO

O Botafogo teve mais posse de bola na partida, mas quem controlou o jogo pressionou durante quase todo o tempo foi o Palmeiras. Com um ritmo intenso, o Verdão conseguiu superar o sistema defensivo do time de Barroca pela insistência. Deyverson sofreu pênalti no segundo tempo, ao ser calçado por Gabriel na pequena área. Gustavo Gómez cobrou bem, sem chances para Gatito. No total, foram 17 finalizações dos paulistas, contra 8 do Alvinegro.
Para não ficar isolado no ataque, Diego Souza chegou a ir buscar a bola na intermediária em alguns momentos, mas a estratégia não surtiu efeito. Nos contra-ataques, o time pecou pela falta de velocidade.
AUSÊNCIA DE ERIK

Por questões contratuais, o Botafogo não pôde contar com o atacante Erik, artilheiro do time na temporada com oito gols. O jogador pertence à equipe paulista e joga por empréstimo no Alvinegro. Em um jogo em que tinha dificuldades de superar a forte marcação alviverde, a velocidade e os gols do destaque da temporada até o momento fizeram falta para o Alvinegro. Foi dele, inclusive, o gol da vitória sobre o Sol de América, no Paraguai, na última quarta.
VAR

O pênalti de Gabriel em Deyverson foi apontado corretamente pelo árbitro Paulo Roberto Alves Junior. Sem o auxílio da arbitragem de vídeo, no entanto, o lance dificilmente teria sido notado. O atacante do Palmeiras, inclusive,já tinha até sido advertido com um amarelo por simulação. A equipe do VAR composta por Adriano Milczvski (PR) Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO) e Ivan Carlos Bohn (PR) foi fundamental para a revisão da jogada.
VENDA DO MANDO DE CAMPO

Mandante da partida, o Botafogo decidiu levar a partida para o estádio Mané Garrincha, em Brasília e assim abriu mão de contar com o apoio de sua torcida. Os palmeirenses foram maioria no estádio e o time de Felipão não sentiu o jogo fora de casa, dominando as ações na maior parte do tempo.
No Nilton Santos, no Rio, o Alvinegro permanece invicto no Brasileirão. Foram duas vitórias em casa, contra Bahia e Fortaleza.

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