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02/11/2014
09:04

O Dia de Finados é uma chance para celebrarmos aqueles que já morreram. E para o LANCE!Net é uma possibilidade de relembrar a contribuição alguns dos grandes craques do futebol mundial para o esporte. A lista de atletas históricos que já morreram é muito grande, por isso seria impossível lembrar todos. Mas alguns são realmente inesquecíveis. Vamos a eles:

GARRINCHA (1933-1983)
O Anjo dos Pés Tortos é tido até hoje como o maior driblador da história do futebol. Mané imortalizou a camisa 7 do Botafogo que, no clube, equivale à 10 do Santos de Pelé ou do Flamengo de Zico. Além de fazer história pelo Alvinegro, Garrincha também se notabilizou pelo bicampeonato mundial com a Seleção Brasileira.

Além de campeão da Copa em 1958 e 1962, ele também formou uma parceria inesquecível com o Rei Pelé. Tendo os dois juntos em campo, a Seleção Brasileira nunca perdeu um jogo. Em 40 jogos, foram incríveis 36 vitórias e quatro empates.

Garrincha morreu em 1983, com problemas decorrentes do alcoolismo. Para o torcedor brasileiro e, principalmente, botafoguense, porém, ele segue mais vivo que nunca.

EUSÉBIO (1942-2014)
Antes do aparecimento de Cristiano Ronaldo, era consenso que o maior português da história do futebol chamava-se Eusébio da Silva Ferreira. O Pantera Negra nasceu em Moçambique com pai angolano, mas seu maior feito foi com a camisa de Portugal, levando o país a um histórico terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966.

Pelo Benfica, Eusébio também fez história. Em 15 anos com o Encarnado, ele levou a primeira Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões) de um time português, 11 Campeonatos Portugueses e também protagonizou duelos históricos com o Santos de Pelé. Aliás, como o Rei, encerrou a carreira nos Estados Unidos. Faleceu no início de 2014 em decorrência de problemas no coração.

PUSKÁS (1927-2006)
O húngaro Ferenc Puskás é o símbolo de uma das maiores seleções a não ganhar uma Copa do Mundo - junta, é claro, da Seleção Brasileira de 1982. A Hungria de 1954 fez história, ganhando tudo o que podia no caminho da final do Mundial de 1954. Mas do outro lado, uma determinada Alemanha garantiu o título e pôs fim à hegemonia húngara naquela década.

Pelo futebol de clubes, Puskás também teve grandes honras, tanto pelo Honved quanto pelo Real Madrid. Naturalizou-se espanhol e jogou quatro partidas pela Fúria. Dá nome ao prêmio do gol mais bonito do ano, concedido pela Fifa e morreu em 2006 por complicações de uma pneumonia.

Eusébio em ação pelo Benfica em 1962 (Foto: Divulgação/Fifa)


DI STÉFANO (1926-2014)
"Antes de ser melhor que eu, Maradona teria que ser o melhor argentino, que pra mim é Di Stéfano". A frase, proferida por Pelé, dá a dimensão da importância do hispano-argentino no futebol mundial das décadas de 50 e 60. Após começar a carreira no River Plate e passar por outros clubes sul-americanos, foi para o Real Madrid.

Na Espanha, Di Stéfano tornou-se o maior ídolo da história do clube mais vencedor do futebol europeu. Com os Merengues, ele foi pentacampeão europeu, ganhando simplesmente as cinco primeiras Copas dos Campeões (atual Liga dos Campeões) de forma consecutiva. No futebol de seleções, representou a Albiceleste e a Fúria. Assim como Eusébio, morreu em 2014, vítima de um ataque cardíaco. Era presidente honorário do Real Madrid.

Nilton Santos só jogou pelo Botafogo em toda sua carreira (Foto: Acervo LANCE!)


NILTON SANTOS (1925-2013)
Maior lateral de todos os tempos, Nilton Santos é um homem de um clube só. Jogou no Botafogo durante toda sua carreira profissional e ajudou a elevar o nome do clube, que foi eleito como um dos principais do século XX. Também fez história na Seleção Brasileira, sendo bicampeão mundial, na Suécia e no Chile.

A Enciclopédia também esteve presente no elenco que foi derrotado pelo Uruguai na fatídica Copa do Mundo de 1950 e também participou do Mundial de 1954. Pela Seleção, foram 84 jogos e três gols (segundo o site oficial do Botafogo). Pelo Bota, foram incríveis 723 partidas, com 11 gols. Esteve, junto de Garrincha, como representantes alvinegros na seleção do século XX feita pela Fifa. Morreu em 2013, vítima de uma infecção pulmonar. Ele sofria do Mal de Alzheimer.

YASHIN (1929-1990)
A Aranha Negra, que ganhou o apelido pelo costume de usar apenas preto, já foi eleito o maior goleiro da história em diversas eleições. Pela União Soviética, jogou as Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970. É conhecido por revolucionar a posição e por suas incríveis defesas, em um momento quando as partidas começavam a ser transmitidas. Ajudou os soviéticos na conquista da Eurocopa de 1960.

Assim como Nilton Santos, só defendeu um clube em toda sua carreira, o Dínamo de Moscou. Após a aposentadoria, mergulhou no vício em cigarro e álcool. Morreu em 1990 por conta de um câncer no estômago - quatro anos antes, a diabetes havia amputado uma de suas pernas.

Sócrates representou a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo: 1982 e 1986 (Foto: AFP)


SÓCRATES (1954-2011)
Um dos símbolos da Seleção Brasileira de 1982, que encantou o mundo mas não levou a Copa, Sócrates também ficou marcado pela passagem vitoriosa no Corinthians. É um dos maiores ídolos do Timão, e foi um dos líderes do movimento Democracia Corinthiana.

Durante e após sua carreira, lutou contra o alcoolismo, que finalmente o venceu. Morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, o Corinthians se sagrou campeão brasileiro pela quinta vez - um título que iniciaria uma sequência histórica, cujo auge foi o Mundial de Clubes de 2012.

LEÔNIDAS (1913-2004)
Primeiro grande craque da Seleção Brasileira, Leônidas foi o grande nome do Brasil, terceiro colocado na Copa do Mundo de 1938. Com a Amarelinha, tem média de um gol por jogo (37 em 37 partidas).

O Diamante Negro também deixou sua marca pelos clubes onde jogou, mas principalmente no Flamengo e no São Paulo. Fez 142 gols em cada um dos dois clubes e ganhou vários Estaduais. Morreu em 2004 por conta do Alzheimer.

GEORGE BEST (1946-2005)
Grande "rockstar" do futebol inglês, George Best é tido como um dos maiores jogadores da história do Manchester United. Formou a "Santíssima Trindade" com Dennis Law e Bobby Charlton e ganhou a Copa dos Campeões de 1968 pelos Red Devils, primeiro time inglês a ser campeão europeu. Não teve o mesmo brilho pela Irlanda do Norte. Morreu em 2005, após complicações de um transplante de rim. Best foi vencido pelos seus excessos no álcool.