icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
02/07/2014
17:13

A fase de oitivas de final da Copa consolidou uma tendência que vinha crescendo nas últimas Copas, o aumento de times do Continente Americano.

Nesse mundial, o baixo rendimento de seleções tradicionais do futebol,como Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal, sempre candidatos a estar na fase final da Copa, contribuiu com esse resultado.

Na Copa de 2006, 25% dos times classificados para a fase de oitavas de final eram provenientes da América Latina e América do Norte. Já em 2006 a participação saltou para 44% dos times e nessa Copa atingiu 50%.

As seleções europeias representaram 63% dos classificados para as oitavas de final, na Copa da Alemanha e 38% em 2010 e 2014.

Para muitos é natural que isso ocorra, já que tradicionalmente os times europeus tem melhor desempenho em Copas realizadas na Europa. Mas mesmo assim, algumas novas seleções classificadas mostraram um futebol melhor que grandes forças do futebol mundial.

Em 2014 o restante das vagas ficou com os Africanos, que representam 12% dessa Copa e nas últimas edições ficaram com 6% das vagas.

Nessa edição ficou claro o declínio do futebol asiático e da Oceania, que não conseguiram classificar nenhuma seleção. Juntos somaram 18% dos times em 2010.

Mesmo sendo o futebol uma “ciência inexata”, dado seu grau de imponderabilidade, acredito que essa Copa no Brasil fortaleceu o futebol em toda a América.

O bom desempenho da Colômbia, Chile, Costa Rica, México e EUA, se juntando as tradicionais forças Brasil, Argentina e Uruguai, mostram uma nova realidade no cenário global.

Os países que tradicionalmente exportam seus jogadores viram suas seleções melhorarem seu nível técnico e hoje times latino-americanos, se mostram até superores às seleções europeias.

Outro fator são países como México e EUA, que investem no fortalecimento de suas Ligas, com reflexos na seleção.

Logo saberemos quem se sagrará campeão, mas essa Copa mostra, em termos de futebol, um maior equilíbrio de forças entre a Europa e especialmente a América Latina.