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Temendo pela vida, parente do goleiro Kidiaba vira refugiado no Brasil

13/10/2015 15:39
Atualizado em 01/03/2016 04:29

Os mesmos pés descalços que já pisaram em terrenos perigosos, ameaçados por guerras e abusos, tiveram na terça-feira o privilégio ímpar de terem um contato direto com um dos solos mais sagrados do futebol mundial: o Maracanã. Cerca de 20 refugiados integrantes do projeto Futebol da Nações disputaram uma pelada na parte de grama sintética. Ainda que não tenha sido de chuteiras, nem com arquibancada lotada, foi como uma final de Copa.

Na comemoração de um dos gols da brincadeira, cujas peculiaridades destacam a importância do cumprimento de regras, uma dancinha que ficou famosa para o público brasileiro no Mundial de Clubes de 2010 chamou a atenção. Foi a mesma executada pelo goleiro Kidiaba, do Mazembe (algoz do Internacional), da República Democrática do Congo. Coincidência? Nem tanto, como contou Nozy Kiawa, de 22 anos:

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– Kidiaba é meu tio por parte de pai.

Há três meses no Brasil, o parente de Kidiaba ainda não fala português. Mas como o francês é dominante entre os refugiados – que ainda conta com sírios, togoleses e até colombianos –, a comunicação fica fácil. E a barreira da língua não foi relevante para que Nozy e os outros pudessem alcançar a tão esperada segurança.

– Fui bem acolhido aqui. O sentimento é que eu sou livre aqui, tenho segurança. Consigo me divertir, conversar com as pessoas. Por mais que não entenda às vezes, me dou muito bem – contou Nozy.

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O sentimento de alegria que Nozy demonstra ao falar da nova vida no Brasil é similar ao que deixa transparecer quando fala sobre a façanha dos compatriotas no futebol.

– No Mundial, foi muito bom, ficamos todos muitos felizes que o nosso clube chegou a um nível tão alto. Foi um milagre – completou.

Um dos exemplos para os refugiados é Charlie Kongo, também da República Democrática do Congo, há sete anos no Brasil. Ele expressa em palavras o espírito dos que tentam virar a página de uma vida de sofrimento e privação.

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– Temos guerra há 20 anos. Estamos lutando para garantir nosso futuro. É difícil, mas estamos dispostos a esse esforço.

BATE-BOLA: Nozy Kiawa, refugiado.

'Se eu ficasse lá, poderia morrer'

Por que decidiu sair da República Democrática do Congo?
Por causa dos problemas que há no país. A guerra... Se eu ficasse lá, poderia morrer. Está violento. O problema da guerra é grande. Gostaria que todos soubessem que é um país está assim. Eu deixei minha família, é difícil porque não tenho muito contato. Vim de Kinshasa e estou há três meses aqui.

De onde veio a comemoração?
É um gesto conhecido lá. No futebol ou nas competições... Eu fiquei impressionado por ter jogado aqui. Estou muito feliz. Sempre quis um dia estar no Maracanã.

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Como avalia o método de jogo desse projeto? Não necessariamente vence quem faz mais gols.
É bom de jogar desse jeito. A metodologia é legal. É a terceira vez que jogo assim. Foi legal jogar no sintético também. Foi bom ter todos juntos, os estrangeiros.

Já tem alguma preferência de time aqui no Brasil?
O de vermelho e preto. Flamengo.

Os mesmos pés descalços que já pisaram em terrenos perigosos, ameaçados por guerras e abusos, tiveram na terça-feira o privilégio ímpar de terem um contato direto com um dos solos mais sagrados do futebol mundial: o Maracanã. Cerca de 20 refugiados integrantes do projeto Futebol da Nações disputaram uma pelada na parte de grama sintética. Ainda que não tenha sido de chuteiras, nem com arquibancada lotada, foi como uma final de Copa.

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Na comemoração de um dos gols da brincadeira, cujas peculiaridades destacam a importância do cumprimento de regras, uma dancinha que ficou famosa para o público brasileiro no Mundial de Clubes de 2010 chamou a atenção. Foi a mesma executada pelo goleiro Kidiaba, do Mazembe (algoz do Internacional), da República Democrática do Congo. Coincidência? Nem tanto, como contou Nozy Kiawa, de 22 anos:

– Kidiaba é meu tio por parte de pai.

Há três meses no Brasil, o parente de Kidiaba ainda não fala português. Mas como o francês é dominante entre os refugiados – que ainda conta com sírios, togoleses e até colombianos –, a comunicação fica fácil. E a barreira da língua não foi relevante para que Nozy e os outros pudessem alcançar a tão esperada segurança.

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– Fui bem acolhido aqui. O sentimento é que eu sou livre aqui, tenho segurança. Consigo me divertir, conversar com as pessoas. Por mais que não entenda às vezes, me dou muito bem – contou Nozy.

O sentimento de alegria que Nozy demonstra ao falar da nova vida no Brasil é similar ao que deixa transparecer quando fala sobre a façanha dos compatriotas no futebol.

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– No Mundial, foi muito bom, ficamos todos muitos felizes que o nosso clube chegou a um nível tão alto. Foi um milagre – completou.

Um dos exemplos para os refugiados é Charlie Kongo, também da República Democrática do Congo, há sete anos no Brasil. Ele expressa em palavras o espírito dos que tentam virar a página de uma vida de sofrimento e privação.

– Temos guerra há 20 anos. Estamos lutando para garantir nosso futuro. É difícil, mas estamos dispostos a esse esforço.

BATE-BOLA: Nozy Kiawa, refugiado.

'Se eu ficasse lá, poderia morrer'

Por que decidiu sair da República Democrática do Congo?
Por causa dos problemas que há no país. A guerra... Se eu ficasse lá, poderia morrer. Está violento. O problema da guerra é grande. Gostaria que todos soubessem que é um país está assim. Eu deixei minha família, é difícil porque não tenho muito contato. Vim de Kinshasa e estou há três meses aqui.

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De onde veio a comemoração?
É um gesto conhecido lá. No futebol ou nas competições... Eu fiquei impressionado por ter jogado aqui. Estou muito feliz. Sempre quis um dia estar no Maracanã.

Como avalia o método de jogo desse projeto? Não necessariamente vence quem faz mais gols.
É bom de jogar desse jeito. A metodologia é legal. É a terceira vez que jogo assim. Foi legal jogar no sintético também. Foi bom ter todos juntos, os estrangeiros.

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Já tem alguma preferência de time aqui no Brasil?
O de vermelho e preto. Flamengo.

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