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Flamengo perde solidez após o intervalo, e números acendem alerta defensivo

Derrota para o Cruzeiro reforçou um problema que os números já apontavam: a queda defensiva

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
24/08/2026 06:30

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A derrota de virada do Flamengo para o Cruzeiro, neste sábado (22), expôs um momento de alerta no sistema defensivo do time de Leonardo Jardim. Depois de controlar o adversário no primeiro tempo, o Rubro-Negro voltou para a segunda etapa com uma queda acentuada de rendimento e permitiu que os mineiros finalizassem 17 vezes, contra apenas sete antes do intervalo. Entretanto, não se trata de um caso isolado.

Não se trata de um episódio isolado: números chamam atenção

Desde a retomada do futebol brasileiro após o fim da Copa do Mundo, o Flamengo passou a sofrer gols com mais frequência e tem enfrentado dificuldades para manter a solidez defensiva apresentada em outros momentos da temporada.

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Em oito partidas no período, a equipe sofreu sete gols, média de 0,9 por jogo, e saiu sem ser vazada em apenas dois compromissos. Ou seja, o time foi vazado em seis dos oito jogos, um percentual de 75%.

O volume de chances concedidas também chama atenção. O Flamengo sofreu, em média, 13,1 finalizações por partida, sendo 3,1 delas na direção do gol. O recorte representa uma média de um gol sofrido a cada 15 finalizações adversárias.

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Leonardo Jardim pelo Flamengo no Mineirão
Leonardo Jardim pelo Flamengo no Mineirão (Foto: Manú Aguilar/Onzex Press e Imagens/Folhapress)

Início do segundo tempo concentra vulnerabilidade do Flamengo

Para além dos números absolutos, o momento em que esses gols aconteceram ajuda a explicar parte do alerta. Dos sete gols sofridos pelo Flamengo nos últimos oito jogos, apenas um aconteceu no primeiro tempo, entre os 16 e os 30 minutos. Os outros seis saíram após o intervalo.

A faixa mais preocupante está logo no início da segunda etapa. Três dos sete gols sofridos aconteceram entre os 46 e os 60 minutos. Outros um saiu entre os 61 e os 75, enquanto dois foram marcados nos minutos finais das partidas.

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  1. 1 gol sofrido entre 16' e 30' (único no 1ºT)
  2. 3 gols sofridos entre 46' e 60'
  3. 1 gol sofrido entre 61' e 75'
  4. 2 gols sofridos entre 76' e 90'

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O dado reforça uma impressão deixada pelos últimos jogos: o Flamengo tem conseguido fazer bons primeiros tempos, mas nem sempre sustenta o mesmo nível depois do intervalo.

Contra o Cruzeiro, isso ficou evidente nos dois confrontos recentes. Pela Libertadores e pelo Brasileirão, o time de Jardim apresentou intensidade, criatividade e controle na primeira etapa. Após o intervalo, porém, caiu de rendimento.

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No jogo deste sábado, a diferença ficou evidente no número de finalizações. O Cruzeiro chutou sete vezes no primeiro tempo e 17 na segunda etapa. Foram dez tentativas a mais em apenas 45 minutos, um retrato da mudança de cenário no Mineirão.

O Flamengo, que controlou o adversário antes do intervalo, passou a permitir mais volume e encontrou dificuldades para recuperar o domínio da partida.

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ESPORTES - CRUZEIRO VS FLAMENGO
Jogadores do Flamengo contra o Cruzeiro (Foto: Rodney Costa/Zimel Press/Folhapress)

Leonardo Jardim aponta problema coletivo

Após a derrota, o técnico Leonardo Jardim reconheceu a necessidade de melhorar o comportamento defensivo do Flamengo, mas ressaltou que a responsabilidade não recai apenas sobre o goleiro ou os jogadores da última linha.

— Nosso objetivo é sempre reduzir o número de finalizações do adversário, e, nesse aspecto, temos conseguido números baixos. O que tem acontecido é que sofremos alguns grandes gols. Lembro de Bragantino, Cruzeiro, entre outros jogos, com chutes de fora da área ou finalizações difíceis de defender.

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O treinador também chamou atenção para erros cometidos antes das finalizações, como dificuldades na pressão e em duelos individuais.

— Claro que precisamos defender melhor, e, quando falo em defender, não me refiro apenas ao goleiro, mas a toda a equipe. Hoje mesmo tivemos situações de um contra um antes da finalização, em que poderíamos ter pressionado melhor ou evitado o drible.

A declaração encontra respaldo na distribuição dos gols sofridos. Quatro dos sete foram marcados dentro da área, sendo dois de cabeça. Os outros três saíram de fora da área.

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Seis gols aconteceram com a bola rolando, enquanto apenas um teve origem em bola parada. O cenário indica que o problema não está concentrado em um único tipo de jogada. Há gols sofridos após situações dentro da área, em finalizações de longa distância e em momentos nos quais a equipe não conseguiu impedir a construção da jogada antes do chute.

Menos solidez e margem menor para erros

Jardim também defendeu a importância de limitar as finalizações dos adversários e classificou esse objetivo como parte central do trabalho defensivo.

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— De qualquer forma, sofrer poucas finalizações é positivo. É o que todas as equipes procuram. Precisamos manter isso e ser mais eficientes para evitar que essas jogadas terminem em gol.

O desafio do Flamengo, no entanto, passa por recuperar a capacidade de controlar os jogos durante os 90 minutos. O problema recente não aparece apenas na quantidade de gols sofridos, mas também na forma como algumas partidas mudam de cenário após o intervalo.

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Os sete gols em oito jogos não apontam, por si só, para uma única explicação. Mas o conjunto dos números revela sinais importantes. O Flamengo tem sido vazado com frequência, concede uma média de 13,1 finalizações por partida e concentra a maior parte dos gols sofridos no segundo tempo.

O início da segunda etapa, em especial, virou um ponto de atenção. Foram três gols sofridos entre os 46 e os 60 minutos, período que coincide com quedas de intensidade e rendimento vistas nos últimos compromissos.

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A derrota para o Cruzeiro, portanto, não criou o alerta. A partida apenas reforçou um problema que já vinha aparecendo nos números.

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