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São Paulo adia para quarta-feira votação sobre reforma do estatuto

Votação pode mudar pontos importantes dentro do clube

PorIzabella GiannolaSão Paulo (SP)
24/08/2026 13:49
São Paulo escanteio
Votação pode mudar os rumos do São Paulo (Divulgação/São Paulo)

O São Paulo adiou para a quarta-feira, dia 26 de agosto, a votação que definirá mudanças no estatuto. Ao todo, são 54 propostas de alteração. Antes, a votação estava prevista para acontecer nesta segunda-feira, dia 24.

A votação será realizada por meio eletrônico, com início às 22 horas, após a reunião do Conselho Deliberativo. Antes da abertura do sistema, os conselheiros deverão concluir a análise e a discussão das mudanças propostas.

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Votação do novo estatuto passou para quarta-feira (Foto: Rafaela Cardoso / Lance!)

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A reforma estatutária prevê uma série de mudanças na estrutura de governança do São Paulo, com o objetivo de reduzir a concentração de poder na presidência e ampliar os mecanismos de fiscalização.

Uma das principais alterações está na separação entre a presidência da diretoria executiva e a do Conselho de Administração. O presidente eleito do clube não assumirá automaticamente o comando do conselho. A função será definida por uma eleição interna entre os nove integrantes do órgão. Além disso, o Conselho de Administração poderá propor a destituição do presidente caso sete dos nove membros apoiem a medida. A proposta também estabelece que a aprovação da destituição dependerá do voto de dois terços dos conselheiros.

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Na área de fiscalização, o Conselho de Administração passará a contar com cinco integrantes independentes, externos e remunerados. A reforma também amplia o acesso dos órgãos de controle aos contratos do clube, incluindo negociações envolvendo jogadores e empresários. No Conselho Fiscal, pelo menos um integrante deverá ter formação em Ciências Contábeis e registro ativo no CRC. Caso nenhum conselheiro cumpra esse requisito, o São Paulo deverá contratar uma auditoria externa.

O texto ainda prevê regras mais rígidas para responsabilizar dirigentes em situações como utilização de recursos do clube para fins pessoais, sonegação de impostos, descumprimento de prazos e contratação de empresas ligadas a familiares.

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Outra mudança está relacionada ao planejamento financeiro. O orçamento será dividido em duas etapas. O Conselho de Administração ficará responsável por estabelecer os limites máximos de gastos para Futebol, Social e Demais Departamentos. Dentro desses valores, a diretoria executiva continuará tendo autonomia para administrar os recursos.

A reforma também pode abrir caminho para uma futura transformação do São Paulo em uma corporation. A ideia defendida pela liderança do Conselho Deliberativo é que, a partir de 2027, o clube possa estudar uma mudança de modelo, com o capital distribuído entre diferentes investidores e fundos, em vez da adoção de uma SAF controlada por um único proprietário.

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A aprovação da reforma seguirá em duas etapas. Primeiro, o texto precisa receber maioria simples dos votos dos conselheiros para ser aprovado internamente. Caso passe pelo Conselho Deliberativo, a proposta ainda será encaminhada para a Assembleia Geral, onde os sócios do clube terão a palavra final sobre a mudança.


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