Dia 29/02/2016
22:48
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Neste sábado, Glover Teixeira voltará a pisar no octógono, quando encara Ovince St-Preux no UFC Nashville. Sem lutar desde outubro de 2014, quando foi superado por Phil Davis, o brasileiro lidou com lesões e cancelamentos de lutas, mas não abaixo a guarda e se manteve focado para voltar a vencer na organização. Apesar de estar ciente do forte jogo de trocação do americano, o atleta não descarta ir para o jogo franco em pé, mas ressaltou seus treinamentos no solo.

- Tudo numa luta depende né?! Pode se levar para baixo, mas ele é um cara difícil de se derrubar, porque se movimenta bem e a luta começa em pé também. Sou um lutador que chego dentro do octógono e analiso as oportunidades. Estou muito confiante no boxe, mas caso a luta vá para o chão, quero trabalhar as finalizações. Para essa luta tive muito tempo para treinar, já que antes me preparava para enfrentar o (Alexander) Gustafsson. Ambos são até meio parecidos, mas o St-Preux é canhoto - disse o brasileiro, em entrevista ao LANCE!, por telefone.

Questionado se está pressionado para voltar a vencer, já que o último triunfo na organização aconteceu em setembro de 2013, contra Ryan Bader, Glover rechaçou essa ideia e garantiu que está bem mentalmente e focado no seu próximo combate.

- Pressão eu tinha quando não treinava como queria ou não cortava bem o peso. Contra o Davis não me sentia pressionado, mas na questão da perda de peso estava incomodado. Mas foi um aprendizado e digo que isso faz parte da experiência de um lutador. Não tenho essa questão de ficar abalado psicologicamente. Sei lidar na vitória e derrota. Agora é chegar lá, ver meu jogo e cair para dentro, fazer o que eu gosto - afirmou o atlta tupiniquim.

Em três anos de Ultimate, Teixeira fez sete lutas, com cinco vitórias e duas derrotas. O brasileiro já demonstrou sua vontade de não ficar muito tempo parado e já pensa em uma próxima peleja, após o duelo contra St-Preux. Natural de Sobrália, Minas Gerais, o lutador relembrou todas as dificuldades que teve pela frente até estar no maior evento de lutas do mundo, por isso sua ideia é ficar sempre à disposição da organização e se manter ativo mais vezes por ano.

- Quando entrei no UFC fiz cinco lutas em um ano, só a pelo cinturão que demorou mais. Após enfrentar o (Jon) Jones, machuquei o ombro e por isso não atuei depois mais rápido. Se não tiver lesionado, vou lutar sempre, será sempre assim. Vou descansar só depois de me aposentar. Adoro lutar, gosto de estar aqui. Trabalhei muito duro a minha vida toda. Em Sobrália já trabalhei na roça, capinava no pasto... Então não vem nada fácil - completou.

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