O Flamengo, ao vencer o Palmeiras, no último sábado (29), pela final da Libertadores, incluiu mais um nome na lista de jogadores que já ganharam a maior competição da América e a da Europa, a Champions League. Jorginho, do rubro-negro, venceu a "orelhuda" vestindo a camisa do Chelsea, em 2021, e agora integra o seleto grupo da dupla vitória. Quem mais já foi campeão da Libertadores e da Champions? O Lance! te mostra.

São 18 nomes nesta seleção – 12 deles, brasileiros. Os outros seis são argentinos e fecham a turna dos que brilharam e levantaram o principal troféu do continente tanto na América do Sul quanto na Europa. Confira a lista:

  1. Sorín: Juventus (1995/96) e River Plate (1996);
  2. Solari: River Plate (1996) e Real Madrid (2001/02);
  3. Cafu: São Paulo (1992) e Milan (2006);
  4. Dida: Cruzeiro (1997) e Milan (2002/03);
  5. Roque Júnior: Palmeiras (1999) e Milan (2002/03);
  6. Samuel: Boca Juniors (2000) e Inter de Milão (2009/10);
  7. Tévez: Boca Juniors (2003) e Manchester United (2007/08);
  8. Ronaldinho: Barcelona (2005/06) e Atlético-MG (2013);
  9. Neymar: Santos (2011) e Barcelona (2014/15);
  10. Danilo: Santos (2011), Flamengo (2025) e Real Madrid (2015/16);
  11. David Luiz: Chelsea (2011/12) e Flamengo (2022);
  12. Ramires: Chelsea (2011/12) e Palmeiras (2020);
  13. Rafinha: Bayern de Munique (2012/13) e Flamengo (2019);
  14. Caballero: Boca Juniors (2003) e Chelsea (2020/21);
  15. Julián Álvarez: River Plate (2018) e Manchester City (2022/23);
  16. Marcelo: Real Madrid (2013/14, 2015/16, 2016/17, 2017/18 e 2021/22) e Fluminense (2023);
  17. Marquinhos: Corinthians (2012) e PSG (2024/25);
  18. Jorginho: Chelsea (2020/21) e Flamengo (2025).

➡️ Tudo sobre os maiores times e as grandes estrelas do futebol no mundo afora agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Futebol Internacional

Flamengo campeão da Libertadores 2025 (Foto: Luis ACOSTA/AFP)

🏆 Como foi a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo?

Texto de Marcio Dolzan

Palmeiras e Flamengo fizeram um primeiro tempo equilibrado, mas mais preocupados em não sofrer do que em marcar gols. O resultado foi um jogo essencialmente de meio-campo e com poucas chances de gol. E isso ficou comprovado nos números: foram dois chutes a gol disparados pelos paulistas, e três pelos cariocas. Nenhum deles, contudo, obrigou Rossi ou Carlos Miguel a fazerem defesas.

Nos primeiros 48 minutos de partida, o Flamengo teve mais volume de jogo. O time do técnico Filipe Luís conseguiu manter suas linhas avançadas e, nas vezes em que o Palmeiras se insinuou ao ataque — com Vitor Roque, Flaco López ou Raphael Veiga —, a equipe carioca recuou em bloco para formar linha com até seis jogadores na defesa. O rubro-negro também teve duas chances, em chutes de Bruno Henrique, aos 13, e Samuel, aos 15. Ambos para fora.

Abel Ferreira, por sua vez, armou um Palmeiras bastante sólido na defesa. Murilo e Gomez eram os zagueiros mais fixos, e Bruno Fuchs tinha alguma liberdade para sair. Mas foi Fuchs quem mais foi combativo nas proximidades da área. E foi também o que recebeu o combate mais duro: aos 29, Pulgar o atingiu na canela direita com as travas da chuteira. O jogador ficou mais de um minuto se contorcendo no chão. O árbitro Darío Herrera decidiu punir o rubro-negro apenas com cartão amarelo.

A dinâmica do início do segundo tempo se mostrou parecida à do primeiro, mas com uma diferença importante: o Flamengo voltou forçando um pouco mais ofensivamente. Aos 6, Murilo errou na frente da área e Arrascaeta quase marcou. Depois, aos 11, Jorginho teve boa chance após corte de Carlos Miguel.

E, aos 21, o gol: Arrascaeta cobrou escanteio pela direita e Danilo subiu mais alto que todo mundo para cabecear rente ao poste direito, sem chances para o goleiro do Palmeiras e para a festa rubro-negra.

Foi só a partir daí que o Palmeiras finalmente decidiu ir ao ataque. Abel Ferreira mexeu no time e no esquema, e as entradas de Facundo Torres, Felipe Anderson, Giay, Sosa e, por fim, Maurício, fizeram a equipe paulista começar a ameaçar a meta de Rossi. Vitor Roque teve chance de empatar aos 43, mas em vão. Àquela altura, a glória eterna já estava endereçada, pela quarta vez, ao Flamengo.

Siga o Lance! no Google News