Jogando fora de seus domínios, o Fluminense perdeu um de seus titulares logo no início do jogo contra o Bahia, nesta quinta-feira (28), na Arena Fonte Nova, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Aos 11 minutos, Samuel Xavier foi substituído por Guga após sentir lesão muscular. Com a saída, se tornou dúvida para o duelo contra o Santos, no próximo domingo (31).
➡️ Siga o Lance! Fora de Campo no WhatsApp e saiba o que rola fora das 4 linhas
Ainda não se sabe o grau da lesão do lateral, que saiu com expressão de muita dor na coxa. O veterano se machucou sozinho ao dar um passe para seu companheiro. Nas redes sociais, os tricolores lamentaram a saída de seu titular. Confira.
Sem Samuel Xavier, Fluminense é derrotado
📝 Texto: Rafael Carmo e Pedro Brandão
A partida começou disputada na Arena Fonte Nova. Nenhum jogador dava viagem perdida, o que gerou um alto número de faltas nos minutos iniciais. O árbitro Raphael Claus pareceu sentir o peso da decisão e pecou no critério de alguns lances, para revolta da torcida e dos treinadores Renato Gaúcho e Rogério Ceni, que são eufóricos por essência.
A melhor chance do primeiro tempo, por sinal, surgiu de uma falta. Aos 16 minutos, Luciano Juba cruzou na medida para Jean Lucas cabecear no pé da trave. Jean que a cada toque na bola era muito festejado pela torcida do Bahia, que volta a ver um jogador do clube na Seleção Brasileira depois de 34 anos.
Sem Samuel Xavier, que saiu mancando muito logo aos 11 minutos para dar lugar a Guga, o Fluminense seguiu acuado por um Bahia que dominava as ações ofensivas, mesmo sem muita objetividade. Mas o Tricolor das Laranjeiras desperdiçou uma chance de ouro aos 23 minutos. Depois de bobeira da defesa mandante, Cannobio saiu de cara com Ronaldo, que se esticou todo para fazer grande defesa. Era um prenúncio do que estava por vir.
Quatro minutos depois, Serna aproveitou desvio de Martinelli em cobrança de escanteio e abriu o placar. Para a sorte do Bahia, o VAR flagrou impedimento na jogada, decisão que fez a Fonte Nova pulsar como se fosse um gol. Se o jogo começou com a bola nos pés do Tricolo baiano, árbitro anunciou o término da etapa inicial em um momento que o Fluminense administrava mais as ações.
O Fluminense iniciou a segunda etapa com apetite e criou duas chances claras em três minutos. Sentindo momento desfavorável, a torcida começou a pedir um dos amuletos do Bahia nesta temporada: Erick Pulga. Rogério Ceni atendeu o pedido prontamente, já que o atleta está recuperado de lesão, e também colocou Lucho Rodríguez em campo.
Ele, Pulga, tentou incendiar o jogo em alguns momentos, mas o Fluminense seguia mais perigoso na partida, principalmente com as descidas de Serna pela esquerda. Em uma das novas tentativas de Ceni para deixar o time mais agressivo, Cauly saiu vaiado para a entrada de Tiago e respondeu as críticas da torcida. Aborrecido, ele foi abraçado pelo treinador e foi direto para os vestiários.
O jogo passou a ficar nervoso e truncado na Arena Fonte Nova. Renato Gaúcho se resguardou e colocou atletas para tentar matar o jogo no contra-ataque, a exemplo de Cano e Soteldo, enquanto a agressividade que Ceni imaginava para o time no final custava a sair do papel até os 40 minutos. Foi exatamente nesta volta do ponteiro que Luciano Juba recebeu lançamento no ataque e saiu de cara com Fábio para estufar as redes.
Mas a euforia que tomou conta da Arena Fonte Nova esfriou logo em seguida com a marcação de um toque de mão de Ramos Mingo na área. Claus, no entanto, foi ao VAR e voltou atrás. A decisão foi comemorada como um segundo gol para o Bahia. Agora o Fluminense vai colocar seu espírito copeiro à prova diante da sua torcida, enquanto o Bahia precisa de um grande resultado no Rio de Janeiro para chegar à sua primeira semifinal de Copa do Brasil.