O tetracampeonato de Libertadores do Flamengo, conquistado após uma suada vitória contra o Palmeiras de Abel Ferreira, coroa a gestão de futebol liderada pelo português José Boto, Diretor de Futebol do clube.

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Boto com a medalha de campeão carioca pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Boto chegou ao Ninho do Urubu neste ano, logo após a eleição do presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP. Português e com histórico de scout na Europa, ele teve seu nome contestado por parte da torcida e da imprensa. No entanto, o sucesso em campo reverteu o cenário: o dirigente caiu nas graças do rubro-negro com contratações pontuais e o comando estrutural que levou o time de volta ao topo da América.

Após a celebração no gramado, Boto fez questão de exaltar o caminho percorrido e não perdeu a chance de fazer uma projeção audaciosa e polêmica.

— O que levou o Flamengo a taça? Muito trabalho, muito sacrifício. Na quarta, vamos ter mais. E como eu disse quando cheguei: que ia acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses no Brasil — declarou Boto.

O tom de desafio de Boto ganha uma dimensão maior ao vir de um dirigente. A promessa de "acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses" é uma crítica à dependência que o futebol brasileiro criou em relação aos técnicos lusos, principalmente à Abel Ferreira. O Palmeiras do treinador português foi o principal rival do rubro-negro nos últimos anos.

O ponto alto da fala de Boto é a menção à próxima quarta-feira, que agora tem um peso gigantesco. Caso o Flamengo conquiste um vitória contra a equipe do Ceará em casa, o rubro-negro pode ser campeão brasileiro.

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