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Frustração e desfalques: Felipão tem seu maior teste no Maracanã

Contra o Flamengo, neste sábado, em duelo direto na briga pelo título brasileiro, o técnico tenta lidar com o impacto da derrota para o Boca e os problemas para escalar a equipe

Felipão acostumou-se a alternar escalações, mas faltam opções para armar o Palmeiras (Divulgação/Palmeiras)
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É indiscutível o sucesso de Luiz Felipe Scolari, até agora, nesta terceira passagem pelo Palmeiras, chegando às semifinais de Libertadores e Copa do Brasil e à liderança do Campeonato Brasileiro. Mas, neste sábado, às 19h, no Maracanã, contra o Flamengo, o técnico tem um grande teste: lidar com o impacto da frustrante derrota por 2 a 0 para o Boca Juniors, pela semifinal da Libertadores, e, pela primeira vez, com a escassez de opções para armar o time.

O treinador que se acostumou a alternar escalações no Brasileiro e nas competições de mata-mata, alcançando resultados positivos com a estratégia, agora precisa quebrar a cabeça e até improvisar, mesmo tendo à disposição um dos mais elogiados elencos do Brasil. É certo que não poderá contar com o lateral-direito Mayke, o volante Bruno Henrique e o meia Lucas Lima, suspensos por terem recebido o terceiro amarelo, e o atacante Deyverson, que cumpre gancho por ter sido expulso na última rodada.

Logo no começo desta passagem, iniciada há três meses, Felipão exaltava sua tranquilidade na lateral direita. Mas, neste sábado, além de não ter Mayke, não poderá escalar Marcos Rocha e Jean, machucados. Por isso, é bem provável que precise improvisar Gustavo Gómez ou Luan, ambos zagueiros, ou até mesmo o volante Thiago Santos no setor.

No meio-campo, as ausências de Bruno Henrique e Lucas Lima mexem de vez com os planos. Scolari se acostumou a revezar Thiago Santos e Felipe Melo na cabeça de área, e Moisés, Jean ou Bruno Henrique como segundo volante. Agora, deve ser obrigado a escalar Felipe Melo e Moisés em jogos seguidos, comprometendo suas condições físicas para enfrentar o Boca, na quarta-feira, ou improvisar o lateral-esquerdo Victor Luis no meio, aumentando o desgaste físico de Diogo Barbosa para a segunda semifinal da Libertadores. Além de ter dúvidas na armação, sem Lucas Lima.

Essa situação inédita de "cobertor curto" para o treinador no Palmeiras vem no momento de maior desânimo da equipe sob seu comando. O time levou 2 a 0 do Boca Juniors, na Bombonera, e terá de ganhar por, ao menos, três gols de diferença na quarta-feira, no Allianz Parque, para chegar à final da Libertadores - vitória alviverde por 2 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

Em meio a tantos problemas, contudo, Felipão tem um histórico favorável. O time não sentiu a sua única eliminação sob o comando do técnico, ao cair nas semifinais da Copa do Brasil, para o Cruzeiro. No compromisso seguinte, diante do mesmo Cruzeiro, mas pelo Brasileiro, o Verdão venceu por 3 a 1, no Pacaembu, e assumiu a liderança da competição.

É essa capacidade de superação, que sempre marcou os trabalhos do treinador, que a torcida espera neste sábado. Uma vitória sobre o Flamengo ampliaria para sete pontos a vantagem para o time carioca, que iniciou esta 31ª rodada do Brasileiro em segundo lugar. Um empate mantém o Rubro-Negro a quatro pontos. Mas vencer, diante de tanta complicação, encheria a equipe de confiança para passar pelo Boca. Por isso, é o grande teste para Felipão.