A história da primeira camisa do Corinthians começa ainda em 1910, quando um grupo de operários do bairro do Bom Retiro decidiu fundar um clube popular, acessível e com alma coletiva. Para escolher as cores do uniforme inicial, o time se inspirou na simplicidade inglesa e no modelo usado pelo Corinthian Football Club, equipe amadora de Londres que excursionava pelo Brasil. A camisa original do Corinthians tinha fundo totalmente branco, gola preta e um visual limpo — muito distante do preto predominante que se tornaria símbolo do clube anos depois. O Lance! apresenta a primeira camisa do Corinthians.
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O grupo fundador buscava algo funcional, barato e fácil de reproduzir, já que os materiais eram escassos e os uniformes eram costurados manualmente pelas famílias dos próprios jogadores. Na época, as camisas de futebol não tinham escudos, números ou patrocinadores. O Corinthians seguiu essa tendência: sua primeira camisa era totalmente lisa, com pequenos detalhes escuros no colarinho. Era o início de uma identidade que, ao longo das décadas, se transformaria em uma das marcas mais fortes do futebol mundial.
A escolha pelo branco dialogava com a inspiração britânica, mas também com a realidade econômica: tecidos claros eram mais comuns, mais baratos e mais fáceis de encontrar no comércio paulistano do começo do século XX. Só anos depois o clube adicionaria escudo, evoluiria o design e adotaria o preto como cor principal em alguns modelos alternativos.
História da primeira camisa do Corinthians
A primeira camisa corintiana, utilizada já nos primeiros jogos em 1910 e 1911, era branca, simples e sem qualquer emblema. O uniforme seguia a estética dos clubes ingleses que inspiraram o grupo fundador e reforçava a ideia de humildade e acessibilidade — dois pilares importantes da cultura popular que moldou o Corinthians.
Nos primeiros anos, as equipes eram formadas por trabalhadores, carroceiros, pintores, ferroviários e comerciantes do Bom Retiro. As famílias ajudavam a costurar os uniformes e, muitas vezes, cada jogador arcava com o próprio tecido. A simplicidade do visual também refletia a filosofia do clube: futebol para todos, estética simples, espírito coletivo.
O escudo só apareceria em 1913, bordado manualmente na camisa branca. Já o tradicional desenho atual — com âncora, remos e bandeira paulista — viria apenas em 1939. Na primeira década, porém, a camisa branca reinou absoluta como símbolo do Corinthians que nascia competitivo, combativo e popular.
A origem das cores preto e branco
O Corinthians nasceu branco, mas tornou-se alvinegro ao longo dos anos. As cores têm raízes diferentes e evoluíram com o clube.
Branco — a cor original
Era a opção mais barata e mais acessível em 1910. O tecido branco tinha ampla disponibilidade no comércio local e permitia confecção rápida dos uniformes. Além disso, representava elegância e remetia ao Corinthians Casuals, a grande influência estética dos fundadores.
Preto — a expansão da identidade
O preto começou a aparecer mais claramente nos anos 1910 e 1920, principalmente na gola e nos punhos. Com o tempo, passou a simbolizar:
- Força
- Seriedade
- Competitividade
- Identidade paulistana
A combinação das duas cores consolidou o Corinthians como clube alvinegro, inspirado parcialmente no modelo inglês, mas reinterpretado com energia urbana e espírito popular do futebol de São Paulo.
A transição da camisa branca lisa para o design moderno
A camisa do Corinthians passou por transformações relevantes ao longo das décadas:
1910–1912: branco liso
A camisa era totalmente branca com gola preta. Não havia escudo, número ou identidade visual complexa.
1913: inclusão do primeiro escudo
Um círculo simples, com "C.P." e "C." bordados à mão, marcou o início do simbolismo no peito corintiano.
1920–1930: evolução do design
As golas mudaram para estilos polo, com variações entre preto e branco. Foi nesse período que o clube se consolidou como alvinegro.
1939: estreia do escudo com âncora e remos
Elemento marcante que permanece até hoje, reforçando a ligação com a cidade portuária e com o departamento de remo.
1960 em diante: camisas numeradas e profissionalizadas
Com a expansão do futebol nacional, o clube modernizou seus uniformes e passou a ter maior controle sobre a identidade visual.
Apesar das modernizações, o Corinthians preservou o branco como base principal, sempre com detalhes pretos que remontam às raízes do clube.
A camisa branca como símbolo cultural
O Corinthians é um dos poucos clubes brasileiros cujo uniforme principal se manteve predominantemente claro desde a fundação. A camisa branca se tornou símbolo de:
- Fúria competitiva
- Origem popular
- Resistência histórica
- Identidade paulista
- Tradição alvinegra
Ela é parte integrante de momentos icônicos, desde a era amadora até títulos mundiais. Carrega consigo a essência do clube que se orgulha de ser "do povo" e que cresceu mantendo suas raízes visíveis no uniforme.
Curiosidades sobre a primeira camisa corintiana
- A primeira camisa não tinha escudo e foi costurada por moradores do Bom Retiro.
- As primeiras versões tinham gola preta, mas houve modelos totalmente brancos.
- O Corinthians começou inspirado em um clube inglês, mas logo criou identidade própria.
- O uniforme inicial não tinha número, algo que só se tornou comum nos anos 1930.
- A camisa branca foi mantida mesmo quando outros clubes migraram para modelos mais complexos e coloridos.
Lista das primeiras camisas do Corinthians
- 1910 – Primeira camisa: branca lisa com gola preta.
- 1913 – Primeira camisa com escudo: branco com escudo simples bordado.
- Década de 1920 – Branco com variações de gola preta e branca.
- 1939 – Primeira camisa com o escudo moderno (âncora e remos).