Dez em cada dez torcedores do Flamengo exigem raça aos jogadores. Dessa forma, um cara que se chama Guerrero (Guerreiro, na tradução para o português) tem tudo para dar certo no Rubro-Negro. Pelo que mostrou na estreia, com um gol e uma assistência brilhante para o segundo gol do Fla, tem tudo para dar certo no clube da Gávea.
E Guerrero fez jus ao nome. Após uma maratona, incluindo chegada por voltas das 5h da manhã na véspera da partida, treino horas depois, coletiva de apresentação e viagem para o Sul à tarde, correu muito durante os 90 minutos, levou muitas pancadas dos adversários e foi um verdadeiro leão em campo.
O entrosamento com Emerson Sheik, companheiro dos tempos de Corinthians, também deve ser destacado. No lance do segundo gol, ficou claro que a dupla será muito importante para o Flamengo no Campeonato Brasileiro.
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Como São Jorge, o santo guerreiro, o atacante peruano ajudou a salvar a pele de Cristovão Borges, que vinha balançando no cargo desde a derrota no clássico com o Vasco. Além disso, Guerrero também foi importante para a quebra de um tabu. O Fla nunca havia vendido no Beira Rio na era do Brasileirão de pontos corridos.
Assim como exige raça, a torcida rubro-negra desconfia do time quando o jogo é no Sul do país. Para muitos, a derrota no jogo de ontem era certa. Porém, como disse o vice geral do Fla, Walter D'Agostino, levado pela empolgação da contratação de Guerrero, é bom deixar um recado importante: ‘‘nunca duvidem do Flamengo’’.
Com o triunfo, o Flamengo já se distanciou um pouco mais da zona de rebaixamento, subindo da 15ª para a 13ª colocação. Da mesma forma que exige raça e desconfia, o rubro-negro gosta de sonhar. Muitos vão falar em vaga na Libertadores, mas ainda é cedo para isso e algumas coisas precisam ser acertadas. Algo que precisa mudar é a demora de Cristovão para mexer no time. Isso pode custar muito caro.
Pensando à frente, que pena que Guerrero, assim como Sheik, não pode jogar no domingo. Farão falta...