Quando um jogador do time derrotado exalta as qualidades de um adversário é porque houve respeito dentro de campo. Ao longo de seus cem gols, Rogério Ceni nunca provocou um rival antes de uma cobrança de falta ou pênalti. O goleiro-artilheiro sempre tratou com carinho suas vítimas. Tanto que se tornaram vítimas-fãs.
Roberto, hoje no Moreirense da segunda divisão de Portugal, é um dos maiores admiradores de Ceni. Afinal, quem já imaginou fazer o que ele pensa?
- Se eu pudesse fazer uma estátua dele lá em casa para colocar no cantinho, eu faria. Rogério é um cara sensacional - declara a vítima do 50º gol.
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A admiração se deve ao fato dos vários elogios de Rogério feitos à técnica de Roberto. Além disso, o são-paulino surpreendeu o então vascaíno em um jogo em São Januário:
- Ele estava cercado por muita gente. Meu pai se identificou e o Rogério o tirou do tumulto, conversou com ele, tirou fotos com toda a minha família. Era aniversário do meu pai e pedi a camisa para o Rogério, que me deu na hora.
O ídolo do Tricolor não costuma trocar camisas em todos os jogos. Magrão, do Sport, sabe disso. Após vários confrontos com Ceni e três gols sofridos, o goleiro tomou coragem para fazer o pedido, já que sofria pressão em casa:
- Eu sou tímido para ficar pedindo camisa para outros jogadores. Mas teve uma partida que eu disse: "Ah, vou pedir". Eu fui obrigado. Todo jogo contra ele, meu filho pedia.
Os presentes do maior goleiro-artilheiro do mundo não se resumem a camisas dentro de campo. E Douglas sabe bem disso.
Ele, que sofreu o gol de número 49, é de família são-paulina. Ao término da partida, uma rápida conversa com Rogério já o fariam ser orgulho em casa, mas Ceni soube da história e surpreendeu:
- Disse que meu pai é são-paulino e que estava na arquibancada. Ele pediu o endereço do meu pai e mandou uma bola autografada com foto dele no endereço. Meu pai ligou para mim e nem acreditava. O Rogério é sensacional.