As confirmações de Bruno Senna e Luiz Razia como primeiros reservas da Renault Lotus e Lotus Racing geraram diferentes opiniões. Uns acreditam que o simples fato de estar numa equipe, mesmo sem correr, pode render frutos depois. Já outros pensam que a melhor forma de mostrar serviço é competindo. Pelo menos três casos recentes mostram que a reserva não é motivo para desespero.Em 1993, Mika Hakkinen assinou contrato para ser piloto de testes, mas ainda no mesmo ano teve uma chance com a demissão de Michael Andretti. Faturou dois títulos pela equipe (1998 e 1999) e acabou permanecendo na equipe até o fim da sua carreira, em 2001.
Já Fernando Alonso teve um ano sem correr em 2002 ao aceitar uma vaga de terceiro piloto da Renault. No ano seguinte, o espanhol recebeu uma oportunidade após a saída de Jenson Button e levou seus dois campeonatos como piloto do time, em 2005 e 2006.
Outro que teve sucesso após ficar um ano como piloto de testes foi Felipe Massa. Depois de estrear pela Sauber, em 2002, o brasileiro ficou um ano testando pela Ferrari. Em seguida ficou dois anos emprestado para a Sauber e voltou para ser titular na Ferrari em 2006. Desde então, venceu 11 corridas e foi vice-campeão em 2008.
Resta saber o quão frutífera serão as passagens de Senna pela Renault Lotus, pela qual será o reserva imediato de Robert Kubica e Vitaly Petrov, e Razia pela Lotus Racing, que terá Jarno Trulli e Heikki Kovalainen.
Dia 27/10/2015 22:25