Dia 28/10/2015
04:35
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Nas últimas temporadas, quem acompanha futebol no Brasil percebeu uma mudança no mercado do esporte nacional. Cada vez mais, altos salários e transações milionárias fazem parte do dia a dia dos clubes brasileiros, que convivem, ao mesmo tempo, com dívidas astronômicas e honorários atrasados.

Para o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, os clubes precisam tomar cuidado e quem não se precaver contra essa "inflação" do futebol vai acabar entrando em colapso.

- Quem não segurar o pé, amarrar a mão e ter juízo vai entrar em colapso. Há loucuras em salários e contratações. Está na hora de acabar com a farra, pois o dinheiro é curto. Temos que ter consciência para que esse curto dinheiro dure até o fim do ano e possamos manter as coisas em dia - comentou em entrevista à TV Alterosa.

Após gastar R$ 28 milhões com contratações na temporada passada, o Galo reduziu os gastos para este ano. O Alvinegro desembolsou "apenas" R$ 4 milhões nas transações para 2012. O jogador mais caro foi o meia Danilinho, que veio do futebol mexicano por R$ 1,8 milhões. Em seguida vem Escudero. O empréstimo do argentino, que estava no Boca, saiu por R$ 1,2 milhões. O volante Leandro Donizete, ex-Coxa, fechou um contrato de três anos por R$ 450 mil - 30% dos seus direitos econômicos - mais o empréstimo de Renan Oliveira até o fim do ano. Já o zagueiro Rafael Marques veio de graça do Grêmio por um contrato de três anos. 

Porém, se o Galo quiser ficar com Danilinho e Escudero precisará investir mais alto: mais de R$ 12 milhões. Danilinho chega com contrato fixado em 6,5 milhões de dólares. Já o meia argentino tem 50% dos seus direitos avaliados em 2 milhões de dólares.

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