Avatar
Lance!
São Paulo (SP)
Dia 22/05/2025
16:56
Compartilhar

O Grande Prêmio de Mônaco é um dos eventos mais icônicos da Fórmula 1. Disputado nas ruas estreitas e sinuosas de Monte Carlo e La Condamine, o Circuit de Monaco combina tradição, glamour e desafio técnico como nenhum outro. Desde sua primeira edição, em 1929, a corrida se consolidou como uma das joias da coroa da categoria.

➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

Neste guia completo, você vai conhecer todos os detalhes do GP de Mônaco: a história do circuito, suas evoluções ao longo do tempo, características técnicas, adaptações mecânicas, dificuldades para os pilotos, além de curiosidades que tornam essa prova única no calendário da F1.

História e origem do Circuit de Monaco

A ideia do circuito surgiu por iniciativa de Antony Noghès, presidente do Automobile Club de Monaco, em 1929. A primeira corrida teve vitória do britânico William Grover-Williams com um Bugatti. Ao longo das décadas, a pista passou a representar o ápice do desafio técnico na Fórmula 1.

Apesar de ter se tornado oficialmente parte do Campeonato Mundial em 1950, a prova passou a ser disputada regularmente a partir de 1955. Desde então, somente em 2020 o evento foi cancelado, devido à pandemia. Até hoje, poucos pilotos monegascos venceram no circuito: o feito mais recente foi o de Charles Leclerc, em 2024.

As principais mudanças no traçado

Mesmo sendo uma pista urbana, o Circuit de Monaco passou por alterações significativas em momentos pontuais da história:

Mesmo com essas mudanças, o traçado mantém o estilo estreito, técnico e com elevações características do relevo monegasco.

Características técnicas da pista

O circuito do Grande Prêmio de Mônaco mede 3,337 km e possui 19 curvas. É o menor e mais lento do calendário da F1, mas também um dos mais exigentes para pilotos e engenheiros. Entre os destaques técnicos:

  1. Curva mais lenta da F1: Hairpin do Hotel Fairmont, feita a apenas 48 km/h.
  2. Ponto mais veloz: Túnel, onde os carros chegam a 260 km/h.
  3. Maior dificuldade: Pouquíssimo espaço para erro, com guard-rails próximos e nenhuma área de escape.
  4. Recorde de volta: Lewis Hamilton, com 1:12.909 em 2021.

A combinação de curvas de baixa velocidade, mudanças de luz (especialmente no túnel) e variações de altura torna Mônaco um dos maiores testes de habilidade da F1.

Por que é tão difícil ultrapassar em Mônaco?

Ultrapassar no Grande Prêmio de Mônaco é extremamente complicado. O circuito é estreito demais para permitir disputas lado a lado em boa parte de seus setores. Por isso, a posição no grid e a estratégia de pit stop tornam-se cruciais.

Exemplos como o GP de 2021, com apenas uma ultrapassagem em 78 voltas, ilustram bem esse desafio. O próprio Nelson Piquet definiu o traçado como “andar de bicicleta na sala de estar”.

Volta completa pelo Circuit de Monaco

A volta começa na reta dos boxes, com a curva Sainte-Dévote à direita. Os carros sobem pela Avenue d’Ostende até Massenet, passando pelo Cassino de Monte Carlo e chegando à Praça do Cassino, um dos pontos mais altos do circuito.

Na descida, os pilotos enfrentam o Mirabeau e depois o Fairmont Hairpin — a curva mais fechada da temporada. A seguir vêm as curvas Portier, o famoso túnel e a freada forte para a Nouvelle Chicane. O trecho final passa por Tabac, Piscine, La Rascasse e a curva Antony Noghès.

A configuração única da pista exige concentração máxima por toda a volta, com destaque para a mudança brusca de luz ao entrar e sair do túnel, e para o cuidado extremo nos setores de baixa velocidade.

Adaptações dos carros para correr em Mônaco

Mônaco exige um acerto especial dos carros. As equipes aumentam o downforce, ajustam os ângulos da suspensão e alteram o esterçamento para permitir curvas mais fechadas. Entre as principais adaptações:

  1. Relações de marcha curtas: Como não há retas longas, a prioridade é aceleração em baixa velocidade.
  2. Freios específicos: A baixa velocidade média exige estratégias para manter os freios aquecidos, já que o desgaste é menor.
  3. Resfriamento do motor: Como o ar circula menos, equipes costumam usar entradas maiores, o famoso "Monaco nose".
  4. Direção com ângulo especial: Para contornar curvas como o Hairpin, é necessário um volante com maior raio de esterçamento.

Essas adaptações tornam os carros menos potentes em linha reta, mas mais eficazes no contorno das curvas estreitas do traçado urbano.

Outras categorias no Circuit de Mônaco

Além da Fórmula 1, o circuito também recebe:

A versatilidade do traçado urbano de Mônaco o transforma em um palco multiuso para diferentes modalidades do automobilismo.

Siga o Lance! no Google News