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Marcus Vinicius Alves Dantas
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 30/08/2025
13:04
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Com o objetivo de descobrir e desenvolver novos talentos pelo país, a CBF realizou um seminário de arbitragem em Belém, no Pará. O evento, parte do projeto "Arbitragem Sem Fronteiras", reuniu cerca de 60 árbitros e assistentes locais durante três dias de treinamento intensivo, que se encerram neste sábado (30). O chefe da comissão de arbitragem da entidade, Rodrigo Cintra, resumiu a missão: "Precisamos ir ao encontro do talento, onde quer que ele esteja".

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'Ir ao encontro do talento': a missão da CBF

Durante o evento, Rodrigo Cintra ressaltou que a comissão tem como meta ser proativa na busca por novos profissionais, em vez de apenas esperar que eles apareçam.

— Faltava isso para a arbitragem brasileira. Nós temos grandes valores em todos os estados e precisamos ir ao encontro do talento. O árbitro deixa de ser apenas uma foto ou um nome em uma planilha e passa a ser uma pessoa de carne e osso, com quem temos contato próximo para ajudar a construir uma carreira — disse Cintra.

O seminário contou com sessões práticas e teóricas de alto nível. Cláudio José Soares, do Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira (CEAB), revelou que o material utilizado é o mesmo da FIFA, traduzido e adaptado.

Fabrício Vilarinho, membro da Comissão de Arbitragem, explicou o que é observado nos profissionais durante os treinos. — O que mais observamos são a postura, a presença e, principalmente, de que forma eles vão lidar com a pressão — destacou.

'O melhor momento da arbitragem brasileira'

O presidente da Federação Paraense de Futebol, Ricardo Gluck Paul, que também é vice-presidente da CBF, discursou para o grupo e falou sobre o sonho de ver árbitros do estado com o escudo da FIFA nos próximos anos.

Rodrigo Cintra encerrou o evento com um recado à nova geração, afirmando que a CBF quer acelerar a formação de novos talentos e que os profissionais vivem um momento único na profissão.
— O árbitro que vive esse momento hoje está vivendo o melhor momento da arbitragem brasileira. É preciso ser profissional antes mesmo do profissionalismo chegar — concluiu.

Árbitros e assistentes realizaram trabalhos físicos e teóricos (Foto: Reinan Teixeira / Agência Rizoma)

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