Rivaldo avisa: 'Ainda tenho lenha para queimar'

27/10/2015 23:24

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Mauro Fernandes (Foto: Ramon Bitencourt)
Mauro Fernandes (Foto: Ramon Bitencourt)

Foram praticamente três meses ocupando o noticiário pelos conflitos com o ex-técnico Carpegiani e outros fatores extracampo. Desde o dia 17 de abril, em partida contra o Oeste de Itápolis em Mogi Mirim, na penúltima rodada do Campeonato Paulista, o meia Rivaldo não sabia o que era ser titular do São Paulo.

Neste sábado, o craque ganhou a derradeira oportunidade do interino Milton Cruz e não decepcionou: participou do primeiro e deu o passe para o segundo gol do Tricolor paulista na vitória sobre o Cruzeiro, 2 a 1 no Morumbi.

Feliz, o camisa 10 garante que a atuação de gala não foi motivada pelos atritos com o antigo treinador.

- Eu não quis provar nada para ninguém, só para mim mesmo. Provar só que eu tenho capacidade de jogar 90 minutos. Mas cansa, não pela idade, mas porque estava sem ritmo, sem jogar. Estava sem começar um jogo como titular faz tempo, desde o jogo com o Oeste em Mogi, em abril. E agora eu tive essa oportunidade aqui no Morumbi - afirmou.

Em noite de Rivaldo, São Paulo reencontra a vitória!

Rivaldo assegurou que ainda tem muito o que oferecer ao Tricolor, apesar dos 39 anos. 

- Aquilo que aconteceu em Florianopolis (eliminação diante do Avaí, na Copa do Brasil) já faz parte do passado. Eu sempre acreditei no meu trabalho. Se estou aqui no São Paulo é porque tenho lenha para queimar ainda. No momento que eu sentir que não dá mais para jogar bola, eu paro - disse o camisa 10.

Neste sábado, foi de Rivaldo o passe para Marlos servir Dagoberto no primeiro gol. Na segunda etapa, quando o relógio apontava pouco mais de 40 segundos de partida, o 10 deu a assistência para Marlos fuzilar Fábio e garantir o 2 a 0.

Laureado com o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa em 1999, Rivaldo afirma que não é muito afeito a esquentar o banco de reservas e que, por conta disso, sofreu no clube do Morumbi:

- Fico feliz de jogar como titular. É difícil. Em toda minha carreira, apesar dos 39 anos, sempre gostei de atuar como titular. Passei momento ruim no São Paulo ficando no banco, mas vou trabalhar para me firmar aqui. O mais importante foi ter conseguido a vitória, porque vir de três derrotas é difícil para um clube como o São Paulo.

Perguntado sobre a dificuldade que um possível treinador estrangeiro pode ter a frente da equipe paulista, Rivaldo fez apenas uma solicitação:

- Se vier para o São Paulo, será grande treinador, pela história que o clube tem. Não importa, do Brasil ou de fora. Se ele gostar do Rivaldo, será melhor.


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