Campeões da Taça de Prata pelo Flu comemoram os 40 anos do triunfo

28/10/2015 01:18

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A torcida do Fluminense, 15 dias depois da conquista do Brasileiro de 2010, ainda tem motivos para comemorar. Hoje, o clube celebra 40 anos do título da Taça de Prata de 1970, competição que poderá ser homologada pela CBF como o primeiro Nacional de sua História.

O Tricolor contava com nomes de peso, casos de Félix e Marco Antônio, campeões mundiais pela Seleção Brasileira, em 1970, e jogadores marcantes: Cafuringa, Mickey, Flávio, Samarone... Emocionados, alguns personagens daquele ano relembraram a saga tricolor.

– Não foi fácil. O Fluminense não era apontado como favorito no início da Taça de Prata. Dentro de campo, provamos o contrário. A equipe tinha qualidade, era unida e foi feliz na mescla de veteranos e promessas – disse Samarone, atualmente com 64 anos.

Samarone, também chamado de Diabo Louro e Pelé Branco pela torcida, foi eleito o craque da Taça de Prata de 1970. No entanto, foi outro jogador que desequilibrou no quadrangular final, contra Cruzeiro, Palmeiras e Atlético Mineiro: Mickey, que era uma espécie de reserva de luxo do técnico Paulo Amaral. O atacante marcou nos três jogos.



– Mickey foi titular no quadrangular final e fez a diferença – disse Silveira, ex-zagueiro do Flu. Marco Antônio considera o ano de 1970 como um dos mais marcantes de sua carreira. O lateral-esquerdo havia acabado de conquistar a Copa do Mundo do México e, depois, se sagrou campeão nacional. O momento inesquecível foi a decisão contra o Atlético Mineiro:

– Aquele ano foi fora de série. As duas equipes eram muito forte, mas sabíamos que não perderíamos o título para o Atlético. O Fluminense estava muito determinado a vencer.

Gol de orelha

Antes do histórico gol de barriga de Renato Gaúcho no Fla-Flu que decidiu o Carioca de 1995, o Tricolor já havia sido campeão com um gol pouco convencional: de orelha. Mickey honrou o apelido que recebeu do personagem da Disney e fez o gol do título da Taça de Prata de 70. Leão, goleiro do Galo, pediu a anulação do gol que mudou o rumo daquela decisão.

– Leão sempre foi um "palhação". Depois do gol de Mickey, ele reclamou com o árbitro (José Faville Neto) que o gol tinha sido feito com a orelha – contou o ex-goleiro Félix.

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