Presidentes da FPF, do Palmeiras e do Corinthians

Presidentes de Palmeiras e Corinthians com Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da FPF - Fellipe Lucena

Fellipe Lucena e Marcio Porto
29/03/2018
12:56
São Paulo (SP)

Maurício Galiotte não gostou de ouvir Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, dizer que o Palmeiras é favorito ao título do Campeonato Paulista durante reunião na sede da Federação Paulista, nesta quinta.

- O favoritismo parte do Andrés - disse o presidente palmeirense, que tomou a palavra imediatamente após a declaração do corintiano.

Na reunião que antecedeu as quartas de final, Galiotte e Andrés discutiram sobre a decisão do Bragantino de mandar um dos jogos contra o Corinthians no Pacaembu. Desta vez, exceto pela questão do favoritismo, os dois não tiveram discordâncias.

- Nós tivemos, na última reunião, debates e discussões de pontos de vista. Cada um tem uma ideia, cada um tem um argumento, foi debatido amplamente o jogo do Corinthians com o Bragantino. Faz parte do passado. Hoje tratamos tudo sem nenhum problema - disse Galiotte.

O encontro desta manhã confirmou as datas das duas partidas: sábado, às 16h30, em Itaquera, e domingo que vem, às 16h, no Allianz Parque. O Palmeiras corre o risco de não ter Jailson na partida de volta, já que o goleiro será julgado pelo TJD-SP na terça-feira, mas o presidente alviverde se diz confiante:

- Nossa expectativa é de que haja justiça no julgamento do Jailson e que ele possa jogar a grande final. Que o tribunal não interfira no campeonato.

Jailson foi punido com três jogos de gancho por episódios ocorridos justamente contra o Corinthians na primeira fase. Ele terminaria de cumprir a pena no jogo de volta da semifinal, contra o Santos, mas o clube conseguiu um efeito suspensivo que o libera para atuar até o julgamento do recurso. Como isso acontecerá na terça-feira, o camisa 42 poderá atuar neste sábado.

Galiotte falou também sobre a arbitragem. Leandro Bizzio Marinho apitará o jogo de ida, e o Palmeiras espera que não haja erros:

- É um clássico muito pesado, mexe muito com todos. Temos que pensar que é importantíssimo que o tribunal não interfira no campeonato, que as arbitragens façam ótimo trabalho, que os atletas pensem em jogar futebol. Tudo faz com que a final se engrandeça - concluiu.