(Foto: Alexandre Loureiro)

Jéssica Bate-Estaca vai enfrentar Rose Namajunas na luta principal do UFC 237, no Rio (Foto: Alexandre Loureiro)

TATAME
29/03/2019
14:10
Rio de Janeiro (RJ)

Por Mateus Machado e Yago Rédua

Com três vitórias consecutivas no UFC, Jéssica Bate-Estaca vive o melhor momento de sua carreira. Atravessando um grande momento, a brasileira foi "recompensada" com a chance de disputar o cinturão peso-palha da organização e enfrentará a campeã Rose Namajunas na luta principal do UFC 237, que será realizado no Rio de Janeiro, no dia 11 de maio.


Ciente do grande desafio que terá pela frente, a brasileira pregou respeito a Namajunas, que também vem de três triunfos, sendo dois deles sobre Joanna Jedrzejczyk, ex-campeã da divisão. Em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro na última quinta-feira, Jéssica afirmou que irá como "zebra" para o combate, mesmo sendo considerada favorita para a luta contra a americana.

- Eu me considero sempre a zebra. Inclusive, a Rose que é a campeã (risos). Ela venceu a Joanna duas vezes e eu não consegui. Acredito que eu evoluí muito desde aquela luta, mas as pessoas falaram que meu jogo é melhore que o dela (Rose). Eu não acredito nisso. Todas nós somos boas em alguma coisa. A única diferença é que eu tenho muito força e sou bem agressiva, mas a Rose vem em grande fase, e lá dentro do octógono vai ser a hora de se testar. Dentro de mim, eu acredito que eu sou a zebra, luto melhor assim, com esse 'sentimento', então esse é o meu pensamento - afirmou.

Confira a entrevista completa com Jéssica Bate-Estaca:

- Felicidade de lutar no Brasil


Primeiramente, eu quero agradecer a Rose Namajunas pela oportunidade de lutar no Brasil. Faz muito tempo que eu não luto aqui. Acho que se a luta fosse em Curitiba (estado onde nasceu), seria excelente, mas aqui no Rio também é ótimo. Estou mais perto da minha família, das minhas parceiras de treino, do mestre Paraná. Vamos poder trazer a mãe dele para estar participando do evento com a gente. Estou muito feliz, concentrada, e poder representar o meu país dentro de casa é espetacular.

- Cotada como favorita, mas se vendo como zebra

Pois é, eu me considero sempre a zebra. Inclusive, a Rose que é a campeã (risos). Ela venceu a Joanna duas vezes e eu não consegui. Acredito que eu evoluí muito desde aquela luta, mas as pessoas falaram que meu jogo é melhore que o dela (Rose). Eu não acredito nisso. Todas nós somos boas em alguma coisa. A única diferença é que eu tenho muito força e sou bem agressiva, mas a Rose vem em grande fase, e lá dentro do octógono vai ser a hora de se testar. Dentro de mim, eu acredito que eu sou a zebra, luto melhor assim, com esse 'sentimento', então esse é o meu pensamento. A Rose é a campeã e lá no dia, no octógono, vamos mostrar o nosso trabalho

- Fazer a luta principal de um card estrelado

Quer mais sonho do que isso? É difícil. Em 2011, quando eles lutavam aqui no Rio no UFC, eu estava começando a minha carreira. Agora eu estou fechando o evento com Anderson, Aldo, Minotouro. Quero mostrar que vou representar muito bem o Brasil, como eles representaram.

- Estudo da adversária

Eu acredito que, assim como eu, ela tem estudado meus defeitos, onde eu erro. Na luta contra a Joanna, deu para ver isso. Ela se movimentava muito bem e me atrapalhou. Eu venho me desenvolvendo muito no chão. Sou uma faixa marrom que treina muito. No Mundial em São Paulo, eu vou todos os anos e ganho. Estou me preparando muito.

- Importância do duelo para o MMA feminino

A importância de ter uma mulher lutando no Brasil é o incentivo a outras mulheres de poderem ser lutadoras ou o que elas quiserem. Nunca imaginamos ter lutadoras fazendo lutas principais no Brasil. Temos capacidade, sim, de fazer a luta principal e fechar com chave de ouro.