(Foto: UFC)

Marlon Moraes conquistou sua terceira vitória consecutiva lutando pelo Ultimate (Foto: UFC)

TATAME
06/06/2018
13:45
Rio de Janeiro

Por Mateus Machado

Ex-campeão do WSOF, Marlon Moraes deu um passo importantíssimo à uma futura disputa de cinturão no Ultimate. Na última sexta-feira (1), pelo UFC Utica, com uma atuação impecável, o brasileiro derrotou Jimmie Rivera com um nocaute em apenas 33 segundos de luta, emplacando sua terceira vitória consecutiva dentro da organização e colocando fim a sequência positiva do adversário, que já durava 10 anos.

Ainda no octógono, em entrevista pós-luta, Marlon foi “curto e grosso” em seu próximo passo: a disputa de cinturão na divisão peso-galo, que tem como atual campeão o americano TJ Dillashaw. Em entrevista à TATAME, o lutador de Nova Friburgo reforçou sua vontade e espera ter o desejo atendido pela organização.

- Eu estou pronto para lutar pelo cinturão. Assim que eles me disserem que eu sou o próximo, estarei pronto. Eu espero ser o escolhido e vou me preparar da melhor maneira possível para chegar lá e não desapontar os torcedores brasileiros. Quero ser o próximo campeão brasileiro - disse o lutador.

Confira a entrevista completa com Marlon Moraes:

– Esperava um desfecho tão rápido na luta?


Foi um treinamento muito duro para essa luta. A gente esperava lutar com um oponente muito duro, que era o Rivera, que estava há 10 anos invicto no MMA. Acho que, por ter treinado tão duro, por ter feito tantos rounds e estar preparado para uma guerra, o nocaute acabou vindo rápido. Mas foi uma surpresa, porque a gente esperava realmente que a luta fosse durar um pouco mais, mas eu também estava preparado para chegar lá e nocauteá-lo, como aconteceu.

– Pôster com autógrafo do ‘campeão’ Rivera motivou antes da luta

Com certeza foi uma motivação maior (Jimmie Rivera deixou um pôster autografado em que dizia ser o futuro campeão da categoria). Ele deixou aquele pôster autografado em uma sessão de autógrafos que a gente fez, onde ele foi primeiro que eu, e quando vi, pensei em jogar fora. Mas olhei bem para o pôster, levei para casa e coloquei na minha geladeira, pensando em olhar para isso todos os dias como uma forma de motivação no meu treinamento. Foi o que aconteceu e, graças a Deus, saí com a vitória.

– Descanso após quatro lutas em um ano

Eu fiz quatro lutas em um ano e pretendo dar uma descansada agora, ver como vai ficar resolvida a situação da categoria, mas eu estou pronto para lutar pelo cinturão. Assim que eles me disserem que eu sou o próximo, estarei pronto. Eu espero ser o escolhido e vou me preparar da melhor maneira possível para chegar lá e não desapontar os torcedores brasileiros. Quero ser o próximo campeão brasileiro.

– E se a chance de disputar o cinturão não vier em sua próxima luta?

Eu realmente espero que essa chance de disputar o cinturão venha, vamos ver o que acontece na luta do dia 4 de agosto (revanche entre TJ Dillashaw e Cody Garbrandt, no UFC 227). Mas se não vier a chance, vou continuar trabalhando, mas estarei no aguardo. Eu estou bem esperançoso de conseguir essa chance. Eu trabalhei muito, fiz lutas duras em um espaço curto de tempo e espero ser premiado com essa oportunidade, que com certeza é uma chance que eu trabalhei duro para merecer.

– Pode-se dizer que o Marlon explosivo do WSOF está de volta?

Eu acho que a minha primeira luta (contra Raphael Assunção) foi bem dura, bem estudada, de detalhes, a vitória poderia ter ido para qualquer um, mas o Marlon estava ali, era o mesmo Marlon de sempre (risos). Mas eu acho que fui ganhando um pouco mais de confiança e acredito que agora eu estou em casa, me sentindo muito bem. Estou fazendo o que eu gosto, que é lutar, estou treinando e me dedicando em todas as áreas. Pretendo continuar trabalhando, melhorando, aprendendo e lutando com os melhores, mostrando, sobretudo, que sou um dos melhores.

– Raphael Assunção, John Lineker e Pedro Munhoz como ‘concorrentes’

Todos esses citados são adversários duríssimos e acredito que estamos no mesmo caminho, todos eles também querem esse cinturão e quem sai ganhando com tudo isso é o Brasil, que tem grandes lutadores ali perto do topo. Uma hora a gente vai chegar lá… Espero que chegue um brasileiro logo e que esse título volte para casa. Nós estamos, todos quatro, em um nível de estar lutando lá em cima e, uma hora ou outra, a gente acaba se enfrentando, infelizmente, porque a gente tem o mesmo objetivo. Mas todos nós torcemos um pelo outro e esperamos que o Brasil consiga logo trazer esse cinturão.

– Confiança em ganhar o cinturão

Eu acho que não tem pressão (por parte da torcida brasileira). Eu estou trabalhando, dando o meu melhor nos treinos, nas lutas e acho que os fãs estão vendo isso. Na hora certa, eu terei a minha chance e não vou desapontar. Eu vou pegar esse cinturão, tenho certeza, é uma questão de tempo. O cinturão peso-galo vai voltar para o Brasil e espero que seja comigo

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