O Internacional vive em crise permanente desde as eliminações nas copas do Brasil, para o Fluminense, e da Libertadores, para o Flamengo, ambas em agosto. Desde lá, foram feitas várias tentativas para a reação colorada – reuniões, confraternizações e troca de técnico. O problema é que o Alvirrubro chega às duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro às portas do Z4. O Lance! conta o que sabe dos bastidores.

➡️Tudo sobre o Colorado agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Internacional

Com os resultados desta sexta-feira (28) – derrota por 5 a 1 para o Vasco, somada à vitória do Santos, 3 a 0 sobre o Sport –, o Inter caiu para a 16ª colocação. Se o Vitória vencer o Mirassol neste sábado (29), no Barradão, o time de Ramón e Emiliano Díaz entra na zona de rebaixamento.

Bastidores da crise do Internacional

Horas antes da partida com o Fluminense, pela ida das oitavas da Copa do Brasil, no Beira-Rio, em 30 de julho, uma fofoca conjugal envolvendo Bernabei, revelada pelo Portal Leo Dias, caiu como bomba no vestiário alvirrubro. O abalo foi tal que o grupo ainda não se recuperou. Desde então, o time teve poucos lampejos do bom futebol do começo do ano.

Tanto que, após as eliminações nas copas do Brasil e da Libertadores, e uma série de atuações apáticas, Roger Machado, que havia levado a taça do Gauchão de volta ao Beira-Rio após oito anos, caiu. Vieram Ramón e Emiliano Díaz. Nos primeiros momentos, os argentinos teriam agradado. Hoje, a situação já não é bem assim.

Pelo que apurou o Lance! nesta noite de sexta, o grupo de jogadores já não confiaria mais no trabalho da atual comissão técnica. A informação veio de mais de uma fonte. O motivo? As constantes trocas de escalação e de esquema tático. Ao mesmo tempo, o elenco estaria afastado entre si. Não que houvesse um racha, mas também não há uma união.

– Não se dão – disse uma pessoa próxima ao vestiário.

Foi acrescentado que haveria divisões de grupos, principalmente entre estrangeiros e brasileiros, e falta de harmonia entre os jogadores. Ainda foram relatados atritos fortes entre Gabriel Mercado e Cabonero, após a goleada de 4 a 1 sofrida ante o Palmeiras, e entre o diretor esportivo Andrés D'Alessandro e Bernabei, após a derrota para o Bahia, em Salvador.

Diagnósticos internos

Nos bastidores, há avaliação de que as lesões de Ivan Quaresma, Anthoni e Kauan Jesus forçaram um retorno de Sergio Rochet ao gol muito antes do tempo. O camisa 1 não estaria preparado para a volta aos jogos. Ou seja, o goleiro está sem condições, sem tempo de bola. Só voltou para não deixar o clube na mão.

Também se fala do problema anímico do time. Há consenso de que a equipe se abate sempre que toma gol. Se está à frente no placar e sofre o empate, dificilmente consegue a vitória – o jogo contra o Ceará foi uma exceção. Se sai perdendo, dificilmente vira. Em 22 partidas que saiu atrás, perdeu 13 e venceu apenas uma.

Rochet tem jogado no sacrifício (Foto: André Fabiano/Código 19/Gazeta Press)
Siga o Lance! no Google News