De inédito mesmo, apenas a demora de mais de uma hora para a volta do intervalo devido ao dilúvio que caiu sobre São Januário. De resto, a derrota por 5 a 1 para o Vasco repetiu mais uma vez fatos que se tornaram normais para o Internacional no Campeonato Brasileiro, como o Lance! pontuou aqui, aqui, aqui e aqui. Pela 22ª vez em 36 rodadas, o time saiu perdendo. Ao mesmo tempo, o time tomou o nono e o décimo gols antes dos dez minutos de jogo. E, agora às portas do Z4, o calvário colorado que parece não ter fim.
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Com o resultado, o Alvirrubro caiu para a 16ª colocação, com 41 pontos, mesma pontuação que a do Santos, que vencer o Sport por 3 a 0 e ficou à frente no saldo de gols. Neste sábado (28), o Vitória, 17º com 39, recebe o Mirassol. Se vencer, o Inter entra no Z4.
O calvário colorado
O jogo mal havia começado e Andrés Goméz abriu o placar, após roubar a bola na lateral direita, avançar, passar por Mercado e chutar forte. Sete minutos depois, Paulo Henrique recebeu na frente de Bernabei, tocou para Rayan livre ampliar. E pela 22ª vez no Brasileirão o Internacional saia atrás. Pela nona e décima oportunidade, tomava gols antes dos 10.
Já falamos repetidas vezes sobre déjà vu na temporada alvirrubra. E o jogo em São Januário foi assim. Até o 30, o time de Ramón e Emiliano Díaz não via a cor da bola, apático e sem criatividade. Ensaiou uma reação, atacando com alguma insistência até que, aos 47, já em meio à chuvarada, Alan Rodríguez levantou na área e Ricardo Mathias fazer o de honra.
Segundo tempo apático
O dilúvio que caiu em São Januário atrasou o retorno do duelo em mais de uma hora. E na volta, parecia que o déjà vu havia voltado. Logo aos 2, o Robert Renan roubou bola de Ricardo Mathias, com falta, a redonda chegou a Andrés Goméz que foi ao fundo e cruzou. Livre, Rayan fez seu segundo. E viriam mais dois, com Barros e Rayan de novo.
A equipe alvirrubra seguia sem força. Perdia todas as divididas. Faltou a capacidade de se defender, criatividade no meio e, para variar, eficiência no ataque. Tudo o que havia sido visto tanto na era Roger Machado quanto nas 13 partidas dos Díaz. Aliás, os argentinos somam três vitórias, cinco empates e cinco derrotas, com 35,9% de aproveitamento.
Os números não mentem
Em 24 de outubro, após derrota para o Bahia, o Lance! publicava uma reportagem com o título "Os números não mentem, a incômoda repetição do Internacional". Um mês e quatro dias, essa chamada valeria mais uma vez. Afinal, o confronto com o Gigante da Colina foi o 22º no qual o Inter saiu atrás no placar, com dez gols tomados antes dos dez.
Dessas partidas, 15 terminaram com derrota colorada, sete ficaram em empate e apenas uma teve vitória, na sexta rodada, no 3 a 1 sobre o Juventude, no Beira-Rio. No ano, o time tomou 13 gols antes dos dez minutos.
Os gols antes dos 10 no Brasileirão
- 26/4 – Internacional 3x1 Juventude – Batalla, 3’
- 11/5 – Botafogo 4x0 Internacional – Igor Jesus, 8’
- 18/5 – Internacional 1x1 Mirassol – Jemmes, 7’
- 25/5 – Sport 1x1 Internacional – Barletta, 6’
- 1º/6 – Internacional 0x2 Fluminense – Serna, 10'
- 17/8 – Internacional 1x3 Flamengo – Pedro, 6'
- 13/9 – Palmeiras 4x1 Internacional – Vitor Roque, 3’
- 1º/10 – Internacional 1x1 Corinthians – Gui Negão, 6’
- 28/11 – Vasco 2x1 Internacional – Andrés Goméz, 2’, e Rayan, 9’
