O domínio recente do futebol brasileiro voltou a repercutir na Europa às vésperas da decisão da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo. O jornal espanhol "Diario AS" publicou um artigo exaltando o nível do país no cenário continental e classificando a atual hegemonia brasileira como uma "tirania do samba".
Para os europeus, a final entre dois gigantes do Brasil é apenas mais um capítulo de uma história marcada por força financeira, organização e resultados esportivos. Desde 2017, o Brasil esteve presente em praticamente todas as decisões, acumulando títulos e afastando paulatinamente rivais tradicionais do continente. A final deste fim de semana, na visão do jornal, é uma nova evidência de que o futebol brasileiro segue um passo à frente de seus concorrentes.
"Tirania do samba" e o impacto do domínio brasileiro
O AS destaca que a mudança para o formato atual da Libertadores apenas reforçou essa supremacia. Desde 2017, foram nove finais disputadas e clubes brasileiros estiveram presentes em oito delas, vencendo sete. O jornal faz questão de lembrar que, no total histórico, o Brasil participa de 65% das decisões do torneio e soma 23 títulos, número que coloca o país em um patamar isolado.
– O Brasil é um tirano que não parece disposto a abrir mão do poder. A final entre Palmeiras e Flamengo é prova disso. O Brasileirão é o campeonato mais importante de toda a América do Sul – publicou o AS, atribuindo a força esportiva ao crescimento econômico dos clubes, capazes de manter elencos competitivos e investir de forma contínua.
O jornal cita ainda o impacto das últimas finais: decisões 100% brasileiras se tornaram rotina, como em 2020, 2021, 2022, 2024 e a atual edição de 2025. Para a imprensa espanhola, a presença constante de Palmeiras e Flamengo nas fases decisivas representa o auge desse ciclo de dominância.
Outro ponto reforçado pelo artigo é a consistência dos projetos. O AS aponta que o sucesso não é obra do acaso: clubes como Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG, Fluminense e Grêmio souberam estruturar departamentos de análise, investir em categorias de base e maximizar receitas, criando um ambiente competitivo semelhante ao dos principais centros europeus.
A publicação ainda recorda o peso histórico do Brasil na competição. Desde 1960, o país soma 42 participações em finais de Libertadores, com conquistas distribuídas entre 11 clubes diferentes – algo visto como uma prova de profundidade e diversidade esportiva dentro do país.
Para o jornal, o duelo deste sábado simboliza exatamente essa força: duas potências estruturadas, com elencos milionários e impacto internacional, frente a frente mais uma vez em busca de um título que, aos olhos da Europa, já ganhou cor e ritmo brasileiros.
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