Um prédio estampando uma homenagem às Maltidas, como é chamada a seleção feminina da Austrália, durante a Copa do Mundo de 2023, foi uma das imagens que marcam a memória e deram insight para o início do que viria a se tornar o Instituto Brasileiro de Futebol Feminino. Inicialmente, eram três mulheres, hoje, seis.
O projeto nasceu da experiência estrangeira, mas com um olhar muito particular para o Brasil, que levou ao nome: Instituto Brasileiro de Futebol Feminino.
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Da inquietação ao projeto de futebol feminino
Segundo as fundadoras, a criação do instituto atende a uma lacuna histórica: organizações estruturadas e exclusivamente dedicadas ao desenvolvimento do futebol feminino são raras no Brasil. Embora a modalidade tenha crescido nos últimos anos, ainda enfrenta desafios como instabilidade de projetos, falta de qualificação e pouca referência metodológica e bibliográfica.
A proposta do IBFF é atuar como um braço independente de formação, política pública, pesquisa e desenvolvimento, como os Estados Unidos e países europeus já fazem há décadas.
Objetivos e desafios
O IBFF se apresenta com as seguintes metas:
- desenvolver programas de formação técnica e educacional,
- promover pesquisas sobre a modalidade,
- estruturar políticas de base,
- estimular a presença de mulheres em cargos de liderança,
- e apoiar clubes e projetos sociais na implementação de boas práticas.
Apesar das boas intenções, especialistas apontam que iniciativas desse tipo enfrentam dois grandes desafios: financiamento contínuo e articulação com órgãos públicos.
Com apenas um ano de existência, o Instituto Brasileiro de Futebol Feminino ainda busca ampliar sua base de atuação e consolidar parcerias. O grupo afirma que pretende lançar novos programas em 2026 e expandir sua presença nacional.
Quem faz o IBFF
O grupo fundador do Instituto Brasileiro de Futebol Feminino (IBFF) reúne seis mulheres com trajetórias diversas e complementares. Sandra Santos, treinadora com licença PRO da CBF, tem quase 30 anos de atuação no futebol, passando por futsal, society e campo. Trabalhou como preparadora física, treinadora e gestora, com passagens por clubes e seleções. Foi a primeira mulher a comandar a Diretoria de Políticas de Futebol Feminino no Ministério do Esporte e é uma das responsáveis pela área técnica do instituto.
Camila Stefano, ex-atleta com passagens pelo Corinthians, seleção brasileira e universidades dos Estados Unidos, migrou para a gestão esportiva após se formar em Administração e concluir mestrado em Marketing. Com 15 anos de experiência em comunicação e projetos de esporte, atua na liderança do programa "Em Busca de Uma Estrela" e integra a coordenação estratégica do IBFF.
Andrea Sucupira, advogada com três décadas de atuação no setor empresarial e na gestão pública, é também fundadora e executiva da Squadra 13, além de agente Fifa.
Patrícia Mayr, publicitária e especialista em projetos especiais nas áreas de esporte e entretenimento, traz ao IBFF sua experiência com construção de marcas, engajamento de público e desenvolvimento de ações integradas.
Jade Satomi, executiva com 25 anos de experiência em planejamento, contribui com a estruturação de processos, definição de metas e acompanhamento de resultados. Ursula Araújo, 'arquiteta de futuros' e especialista em gestão do conhecimento, transita entre design estratégico, tecnologia e educação.