Montagem Jair Ventura, Marcelo Oliveira, Alberto Valentim e Zé Ricardo

Corinthians, de Jair Ventura, Fluminense, de Marcelo Oliveira, Vasco, de Alberto Valentim e Botafogo, de Zé Ricardo não conseguiram ter um padrão definido neste Brasileiro e correm risco (Foto: Divulgação)

Aurino Leite
09/11/2018
07:50
Rio de Janeiro (RJ)

Começar a coluna (de reestreia aqui no LANCE!) escrevendo que o Palmeiras é favorito ao título brasileiro, que tem X + Y de chances, isso ou aquilo, é chover no molhado. Internacional e Flamengo ainda sonham. Lógico, enquanto a matemática não cravar 100%, devem sonhar mesmo. Temos vários exemplos de títulos que escaparam das mãos (ou melhor, dos pés) dos favoritos. Pronto, já falei do provável campeão, a não ser que deslize nesta reta final da competição. Ah, sim, lá no fim dou um pitaco sobre o Rubro-Negro carioca, que, ao meu ver, foi o mais “vacilão” do ano.

O que quero chamar a atenção aqui é dos sérios candidatos ao rebaixamento, além do Paraná – já cravado nos 100% que relatei acima. Chapecoense, América-MG e Vitória, assim como Flamengo e Internacional (que ainda acreditam no título), também podem almejar (e porquê não?) um embalo nas seis rodadas restantes. Tudo pode acontecer. Fazer matemática a essa hora do campeonato é gastar papel, lápis e borracha. Futebol não é uma lógica, e isso que dá graça ao principal esporte do Brasil.

Falando nisso, então, que Sport, Ceará, Botafogo e Vasco abram o olho. O discurso de que “ganhando duas partidas escapamos do rebaixamento” é jogar para a torcida. Pô (evitando escrever da forma como o torcedor pensa, ou falaria), se não ganhou nas outras 32 rodadas, quer falar em vitórias seguidas agora?! Primeiro de tudo, é jogar na raça, porque futebol mesmo essas equipes não têm e, muitos menos, técnicos milagreiros.

Bom, mas agora vou cutucar outros dois gigantes do futebol brasileiro (isso sem falar no Bahia, que está na mesma situação): Corinthians e Fluminense. Que os jogadores e os seus treinadores (estão conseguindo mesmo treinar os times?) coloquem as barbas de molho. Da mesma forma, por exemplo, que está abaixo seis pontos do G6, o Tricolor carioca também está somente seis pontinhos (dois jogos, duas derrotas ou três partidas, três empates...) do Z4. Avisar, não custa nada. Apesar de que eles já tinham sido avisados lá no início da competição, mas a paixão do torcedor, as vezes, é cega. Normal, é o amor! Quem nunca ficou “cego” por isso?

E o que falar do MAIOR DO MUNDO? Só mesmo o status! Com essa direção (é hora de dar tchau!) que não entende nada de futebol (de finanças, eles mandaram bem) só poderia dar nisso: mais um ano sem título, mas uma temporada só no cheirinho. Também (para citar uma posição do time como exemplo) com uma lateral direita como essa só poderia ficar no vácuo. Com Pará e Rodinei não há coração que aguente. Assim, o torcedor infarta. E isso não é nada bom. De infarto, eu entendo (risos de felicidade por estar aqui com saúde, e escrevendo). Não por futebol, lógico. Enfim...

Obrigado pela leitura, semana que vem tem mais.