William Sesi-SP

William tenta levar o Sesi-SP de volta a uma final de Superliga (Foto: Divulgação)

Jonas Moura
07/04/2018
08:05
Rio de Janeiro (RJ)

De Minas Gerais para São Paulo, William não perdeu a magia com a bola nas mãos. Ícone do período glorioso do Sada Cruzeiro, o levantador de 38 anos chega à reta decisiva da Superliga Cimed masculina de vôlei com fome de bola e é esperança do Sesi-SP para bater o Sesc-RJ, por vaga na final. O primeiro jogo da série em melhor de cinco acontece hoje, às 21h30, na Vila Leopoldina, em São Paulo.

Campeão olímpico no Rio de Janeiro, em 2016, o jogador deixou para trás a estrutura vencedora do Sada em troca de uma condição financeira vantajosa e da maior proximidade da família. Foi esta, aliás, a razão para o “Mago” ter pedido descanso da Seleção Brasileira no início de 2017.

Antes de chegar ao Sesi, foram sete anos com a camisa do Cruzeiro, entre 2010 e 2017. E William vinha de uma sequência de quatro deles sem tirar férias. Pai de Nina, de quatro anos, e Cauã, de três, o atleta diz que a mudança para sua cidade natal fez tão bem que pretende permanecer.

– Foi legal, porque sou de São Paulo, assim como minha família. Um dos objetivos ao mudar foi ficar mais próximo deles. Moro superbem, perto do Sesi. Minha vida está muito boa e tranquila. Meus filhos estudam perto. Temos uma condição muito boa no Sesi. Então não senti muito a transição e quero continuar aqui por mais um tempinho – afirmou William, em entrevista ao LANCE!.

O atleta foi contratado para substituir justamente seu companheiro de Seleção na conquista do ouro olímpico, Bruninho, que hoje defende o Modena (ITA). O clube paulista também trocou de técnico, com Rubinho no lugar de Marcos Pacheco.

As mexidas demandaram tempo de adaptação. E William viu o Cruzeiro dominar a tabela na primeira fase, com o Sesc-RJ na cola. O Sesi se classificou na terceira colocação. Nas quartas de final, passou pelo Corinthians-Guarulhos por 2 jogos a 0.

Na fase decisiva, o Sesi mostrou evolução. O oposto Alan, até pouco tempo discreto no cenário nacional, virou bola de segurança do levantador, que agora pode reencontrar o Cruzeiro em uma decisão de Superliga, caso os dois times avancem. Quase “quarentão”, ele não perde a vontade de se impor entre os melhores.

– É o que eu quero. Isso é minha vida. Não faz a menor diferença para mim. Só ganho experiência, tenho dois filhos e quero jogar mais dez anos. A idade não muda nada.

Taubaté e Sada abrem a semi

Na outra disputa por vaga na final da Superliga, o atual campeão Sada Cruzeiro inicia hoje a série contra o EMS Taubaté Funvic, vice no ano passado. As equipes duelam às 17h, no ginásio do Riacho, em Contagem (MG).

O Sada foi o melhor time da fase classificatória e despachou o Lebes Canoas nas quartas de final. Já o Taubaté avançou na quarta colocação e eliminou o Minas Tênis Clube nos playoffs. O jogo 2 acontece terça-feira.

BATE-BOLA
William Levantador do Sesi-SP, ao LANCE!

‘Se o Renan precisar, eu estarei à disposição da Seleção este ano’

Que balanço faz da sua mudança de time e da temporada no Sesi?
Tem sido um ano interessante. O time passou por uma reformulação total, de treinador e jogadores. A equipe oscilou durante a temporada, o que é normal. Para entender a filosofia demora. Mas, nessa fase final, apresentamos bons jogos. Temos totais condições de ganhar o título.

No ano passado, você pediu dispensa da Seleção. Espera um chamado do Renan Dal Zotto?
Eu estou treinando. A Seleção é algo surreal. O que vivi lá foi lindo. Ganhar a Olimpíada, mais ainda. Mas nunca trabalhei em função da Seleção, até porque joguei um tempo fora do país. Poderia ter tido chances e não tive. Mas se o Renan precisar, estarei à disposição.

O Brasil vai bem de levantadores? Quem mais chama atenção?
Nossa escola é excelente. Com o passar do tempo e as mudanças nas regras, eles estão conseguindo jogar por mais tempo. E tem uma geração boa chegando. Destaco o Thiaguinho, o Fernando Cachopa e o Murilo Radke.