Fernanda Garay é destaque da Seleção Brasileira

(Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto)

Jonas Moura
04/11/2015
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Campeã olímpica e responsável por derrubar a bola do título da Seleção Brasileira feminina de vôlei nos Jogos de Londres (ING), em 2012, Fernanda Garay precisa de uma solução rápida para não ficar desempregada a nove meses da Rio-2016. A salvação da ponteira deve ser uma proposta do Camponesa/Minas para jogar a Superliga, que começa na próxima segunda-feira.

A atleta está em negociações por meio de sua empresária, a ex-jogadora Ana Flávia, e são boas as chances de um acerto se concretizar. Sobretudo pela falta de opções e pela necessidade da atacante de se manter jogando. Dificilmente ela ganhará um salário no patamar do que o Dínamo Krasnodar (RUS) a ofereceria, mas o clube procura apoiadores para bancar o investimento.

A equipe europeia contava com Garay, mas ela não conseguiu ter o contrato renovado em razão de dívidas acumuladas pelos russos. Eles já perderam a levantadora Fabíola para o Volero Zurique (SUI). A ponteira não teve a mesma sorte e voltou ao Brasil.

A saída provisória foi treinar com o Vôlei Nestlé por alguns dias. O técnico Luizomar de Moura até gostaria de integrar a medalhista olímpica ao seu elenco, mas é impedido pelo ranking da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Garay tem pontuação 7 – máxima –, e cada equipe só pode ter duas neste grau. Ele já conta com Thaisa e Dani Lins.

O Minas, por sua vez, tem apenas uma atleta 7: a também campeã olímpica Tandara, ainda em trabalho de preparação física após se afastar das quadras para o nascimento da filha Maria Clara, em setembro. Ranking, portanto, não é empecilho.

– Se tudo der certo, teremos opções muito boas – diz Paulo Coco, que trabalha com Garay na Seleção, em que é assistente de José Roberto Guimarães, e já treinou a ponteira no Pinheiros.

O Minas hoje é uma equipe "fatiada" em termos de patrocínio. Foi a saída da diretoria para viabilizar a manutenção de um grupo competitivo. Além da Camponesa, conta com suporte da Localiza e da Les Chemises. A situação econômica do país dificulta a injeção de grandes quantias.

– Em virtude da campanha na temporada passada (ficou em quarto), mantivemos os patrocinadores e agregamos novos, que podem nos colocar em um grupo mais forte, dependendo do trabalho que conseguiremos desenvolver – afirmou o técnico.

No ano passado, o Minas viveu situação semelhante ao acolher Jaqueline, após a jogadora enfrentar problemas para fechar com uma equipe devido ao ranqueamento. A previsão é de que um acerto com Fernanda Garay aconteça até semana que vem, mas o período de inscrições vai até 22 de dezembro.