David Nascimento
16/02/2017
20:36
Rio de Janeiro (RJ)

Vice-presidente jurídico do Vasco, Paulo Reis conversou com os jornalistas no fim da tarde desta quinta-feira, em São Januário. O dirigente afirmou que tomou a iniciativa de dar explicações por conta da polêmica com o clube envolvendo o Ato Trabalhista. Na manhã desta quinta, uma ação foi julgada no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) que decidiu em tirar o Vasco, momentaneamente, do Plano Especial de Execução. A decisão cabe recurso e uma saída acontecerá apenas depois do julgamento no TST.

- Há uma ação proposta por um membro da oposição do clube tentando cancelar o Ato. Esse processo tem andado, e o Vasco já apresentou seus esclarecimentos. Hoje entrou em pauta e ele diz que os clientes dele estariam sendo prejudicados. É uma grande mentira, pois não há prejuízo nenhum a eles. Mesmo assim determinaram a suspensão do Ato do Vasco. É bom dizer que isso não é de imediato - afirmou antes de completar:

- Será publicada ainda uma decisão, e o Vasco tem o direito de apresentar recurso ordinário ao TST pedindo para rever a decisão e também um efeito suspensivo. Com essa concessão, o ato fica mantido até o julgamento final. É lamentável que uma pessoa faça isso com intuito político. Querer inviabilizar a vida do clube. Estamos tentando liquidar o passado. O Vasco fica sem condição de andar.

Foi no ano de 2003 que o Vasco entrou no Ato Trabalhista, renovando o acordo em 2011. No combinado, o clube paga desde então uma quantia visando efetuar a quitação de dívidas relacionadas com a área, acumulada nos últimos anos. Atualmente são depositados cerca de R$ 1,3 milhão por mês - o valor aumenta de acordo com o período que é passado.