Jordi durante treino

Jordi durante treino do Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

LANCE!
25/03/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Desde que chegou ao elenco profissional do Vasco, Jordi já viveu altos e baixos com o grupo. Em 2014, participou de alguns jogos na campanha irregular na Série B do Brasileiro, quando o time subiu sob vaias da torcida. No ano passado, foi campeão do Campeonato Carioca, mas ficou marcado por ser o goleiro na derrota por 6 a 0 para o Internacional, quando o time vivia fase terrível no Brasileirão. Agora, com Martin Silva na seleção uruguaia, Jordi, 22 anos, ganha nova oportunidade com Jorginho. E pode ter logo dois clássicos pela frente.

A confiança do grupo, ele tem. O zagueiro Rodrigo, capitão do time, vai além. Para o camisa 3, o goleiro tem que aproveitar essas brechas dadas por Martin Silva para se firmar e conquistar ainda mais a confiança da comissão técnica e, principalmente, da torcida, que ainda tem um pé atrás com o jovem.

– Não é mais novidade para ele. Não falo nem em fogueira de jogar clássico porque já participou. Ele fica feliz com as convocações do Martin porque é o momento dele aparecer e jogar. Esse é o momento dele. Entrou em algumas fogueiras, em alguns jogos complicados, mas agora é a parte boa, quando a equipe está bem. É um garoto que já convive muito com a gente, se dá muito bem com o Martin. É o momento dele. Tem que ir para um jogo esse e dar conta. É isso que ele tem que ter na cabeça – disse o zagueiro Rodrigo, um dos mais experientes do elenco.

E, pela primeira vez na carreira profissional, Jordi terá pela frente um momento menos turbulento fora e dentro de campo para ser titular. O time cruz-maltino está invicto há 15 partidas (ou mais de quatro meses), é um dos melhores do Campeonato Carioca, tem um padrão de jogo e vive lua de mel com a torcida. Para um goleiro jovem, é importante ter elenco e, principalmente, defesa que passe segurança.

Além disso, Jordi atuará pela primeira vez em um clássico dentro de São Januário, estádio que faz parte da história do jovem. Além de ter sido criado no clube – onde chegou em 2010, ainda para as categorias de base –, o goleiro ia para os treinamentos andando, por morar muito próximo do estádio.