David Nascimento
17/05/2016
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

No baralho do Vasco, a carta de Riascos foi rasgada pelo presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares. Após dois meses de negociação e esperanças oferecidas pelos mineiros aos cariocas, o mandatário da Raposa deu ponto final à história na tarde de segunda-feira, depois da apresentação do novo técnico, o português Paulo Bento.

– Estamos trazendo de volta o Riascos. Não foi bem na primeira passagem dele pelo Cruzeiro, mas se deu bem no Rio. Vamos avaliá-lo. Se o treinador achar que ele deve ficar, vamos mantê-lo. Se o treinador não gostar, aí ele servirá de moeda de troca – afirmou Gilvan Tavares.

Rafael Vaz, Diogo Silva e Diguinho, outras cartas de Jorginho com contrato no fim, receberão ofertas

A declaração do presidente do Cruzeiro pegou de surpresa os demais envolvidos: o Vasco, os empresários de Riascos e o próprio atacante. Do início da negociação até a última quinta-feira, o Cruzeiro aceitava apenas vendê-lo, mas sinalizou com um novo empréstimo, caso o clube da Colina pagasse o salário integral (até domingo, último dia de contrato, as partes dividiam R$ 200 mil).


O Vasco sinalizou no fim de semana que aceitava a condição salarial, restando apenas a palavra final de Paulo Bento para que o novo empréstimo fosse selado. Contribuíam à favor os pontos de Riascos não receber proposta de outro clube e a vontade do colombiano em seguir em São Januário. Gilvan Tavares falou sobre isso, mas destacou “não ser hora de fazer bondade com outros clubes”:

– Riascos estava emprestado, terminou o contrato e quem vai fazer observação é a nova comissão técnica. O Vasco fez proposta para ele continuar emprestado, melhorando as condições, mas nós achamos que nesse momento não é a hora de fazer bondade para outros clubes. Precisamos recuperar o investimento (dois milhões de dólares, R$ 7 milhões).

A cúpula do Vasco não viu com bons olhos a declaração de Gilvan Tavares. Nos bastidores, ficou a imagem de que, para o presidente do Cruzeiro, o Vasco estava pedindo esmolas. A partir da declaração, a negociação tem chance remota de ser retomada mesmo caso Riascos seja usado pelos mineiros como “moeda de troca” no futuro.

A saída de Riascos do Vasco, inicialmente, não mudará o planejamento da comissão técnica de Jorginho, junto com a diretoria, em relação a reforços. O time de São Januário não irá atrás de novidades para a posição do colombiano, confiando o lugar para Thalles como titular e Caio Monteiro na reserva imediata.

A intenção vascaína é trazer para a sequência da temporada reforços pontuais para a lateral direita e meio de campo, mais precisamente um volante. Tudo sem fazer loucuras financeiras.

Outras cartas que aguardam definição em São Januário são as de Rafael Vaz, Diguinho e Diogo Silva. Para manter a base, sem mexer muito no time que está invicto há 27 jogos, ficou definido que receberão ofertas de renovação. Com reajustes mínimos, o que inicialmente não foi alvo de problema e pode dar um desfecho positivo a estes pontos nos próximos dias. Fechando, assim, os titulares que integrarão o baralho do Vasco para a sequência do ano.