Joinville x Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Vasco de Nenê terá que secar Avaí, Coritiba e Figueirense (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

João Matheus Ferreira
24/11/2015
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A vitória sobre o Joinville manteve vivo o sonho do Vasco de permanecer na primeira divisão. Apesar da situação continuar delicada, o crescimento Cruz-Maltino na reta final dá margem para o torcedor acreditar que a reversão, antes tida como impossível, é possível. Nas duas rodadas que faltam, o Vasco precisa ter 100% de aproveitamento contra Santos e Coritiba e torcer por tropeços de Figueirense, Coritiba e Avaí.

A matemática, porém, é complexa. Caso o Vasco consiga os resultados que tanto precisa, o Avaí poderia somar, no máximo, quatro pontos contra Ponte Preta (casa) e Corinthians (fora). O Coxa não pode, de jeito algum, vencer o Palmeiras, domingo, no Allianz Parque. O time paulista, porém, joga envolvido com a decisão da Copa do Brasil. Se essa combinação acontecer, nem precisa depender do Figueirense, que terá pela frente o São Paulo (fora) e Fluminense (casa).

Atualmente, o Vasco está em 18, com três pontos de distância para Coritiba e Figueirense, ambos fora da zona de rebaixamento. No meio do caminho ainda tem o Avaí, em 17, com 38. Se Coxa e Figueirense vencerem no fim de semana, o Cruz-Maltino estará praticamente rebaixado até se ganhar do Santos, já que tem saldo bem inferior aos adversários – 27 negativo, contra 14 negativo do Figueira e 13 negativo do Coxa. Em caso de empate ou derrota, também pode cair caso alguém consiga ficar com quatro pontos à frente.

Nos bastidores de São Januário, o sentimento é de total confiança de que o sonho pode, sim, se tornar uma realidade. Membros da diretoria sequer cogitam a possibilidade de rebaixamento e mostram que acreditam no potencial e na reação nesta reta final. O técnico Jorginho, sempre com visão otimista, também pensa da mesma maneira, mas lembra que a equipe precisará fazer os jogos “da vida” nas rodadas finais.

– Depois que vi o resultado de Corinthians e São Paulo, percebi o quanto fomos guerreiros de empatar com o Corinthians com um a menos. Estamos demonstrando que estamos vindo de uma reação e vamos mantê-la fazendo os dois jogos das nossas vidas contra Santos e Coritiba – comentou.

Tão importante quanto vencer é secar Avaí, Figueirense e Coritiba nesta reta final. O “secador” tem que estar tão bom quanto as defesas de Martin Silva, o entrosamento de Luan e Rodrigo, a marcação de Diguinho e Serginho e a estrela de Nenê nestes jogos finais.