Joinville x Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Riascos marcou seu sétimo gol com a camisa do Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Felippe Rocha e Vinícius Britto
25/11/2015
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Não faz muito tempo que o extrovertido Riascos precisou lidar com vaias intensas da torcida. A implicância de quem estava na arquibancada era grande ao ponto de ser ouvida a cada toque do atacante na bola.

Mas o técnico Jorginho avisou que não desistiria do jogador. E não desistiu. Chegou a deixá-lo fora até do banco de reservas, mas voltou a dar chances ao colombiano que, após bola na trave no duelo contra o Fluminense, tomou a vaga de Leandrão no ataque. Contra o Joinville, no último domingo, Riascos, correspondeu à expectativa anotando o segundo gol do Vasco:

– Nunca vou desistir, ele (Jorginho) também falou dentro do grupo que não ia desistir de mim. Sabia como eu era importante para o grupo. Isso é bom, porque fiquei trabalhando muito forte. Isso me ajudou e estou bem dentro de campo porque ele não desistiu de mim.

Contratado por empréstimo do Cruzeiro, basicamente para o segundo semestre, Riascos passou por altos e baixos. Antes de cair no ostracismo (como Herrera, por exemplo), ele foi louvado por gol contra o Flamengo, chegou a ser saudado em aeroporto pela comemoração “gusanito”, mas também num aeroporto quase brigou com um taxista que cuspiu nele, em um dos momentos mais tensos do Cruz-Maltino no Campeonato Brasileiro. Ele lembra que a confiança foi renovada com o apoio dos outros jogadores.

– Retomei (a confiança) porque nunca desisti, a galera nunca desistiu de mim. Os companheiros sempre me animaram, falaram que eu podia ajudar o Vasco. E isso me deixou muito tranquilo – explica.
Outro que foi importante no retorno do atacante ao time titular foi o auxiliar técnico Valdir Bigode. Atacante nos tempos de jogador, ele fez alguns trabalhos específicos com o colombiano, que agradece pela atenção e pela tranquilidade transmitida pelo “professor”.

– Acho que me ajudou 100%. Porque não era para aprender a definir, mas para tranquilizar. E ajudou muito a melhorar a cabeça.

Melhor da cabeça, com apoio de todos e de bem com o gol. Resta, agora, Riascos continuar sendo importante na luta contra a degola.