David Nascimento
05/12/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

O ano de 2016 foi de muitos nomes entrando em campo com a camisa do Vasco. Não levando em consideração aqueles que foram relacionados mas não jogaram, o número de jogadores aproveitados pelo então técnico Jorginho neste 2016 chega a 36. Muitos da base e outros experientes, a equipe terminou o trabalho neste ano com 31 peças e o LANCE! resolveu fazer um balanço geral mostrando o que tem e o que pode melhorar para 2017 na equipe, agora comandada por Cristovão Borges.

Sem levar em consideração os possíveis reforços que possam ser contratados pelo Vasco e também prováveis movimentos de saída que surjam, o time titular de 2017 seria formado por Martin Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Douglas, Andrezinho e Nenê; Éderson e Thalles. A média de idade da equipe não estaria no ideal pensado por Cristovão Borges, mas poderia ter um bom rendimento nos primeiros meses do ano quando se disputa o Campeonato Carioca. Para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, porém, o cenário muda.

As demais peças do Vasco neste ano, quando aproveitadas, não conseguiram se firmar do modo que os torcedores esperam para que não haja mais sofrimento em São Januário. No gol, Jordi, nas vezes que entrou no lugar de Martin Silva, principalmente quando era convocado pelo Uruguai, mostrou desempenhos aquém do previsto. Na dupla de zaga, Jomar é visto como um potencial para o futuro, apesar de ainda precisar trabalhar alguns fundamentos. Nas laterais, Alan é promissor e deve ganhar oportunidades na esquerda, enquanto Yago Pikachu é uma peça de escape na direita.

No meio de campo as maiores críticas. Diguinho foi bastante aproveitado pelo técnico Jorginho e o acúmulo de erros irritava os torcedores a cada jogo que era disputado pelo Vasco. Bruno Gallo retornou de lesão nos últimos meses da temporada e até conseguiu uma sequência, mas não melhorou o nível que foi apresentado. Fellype Gabriel e Julio dos Santos devem encerrar as suas respectivas passagens por São Januário no fim deste 2016. As crias das categorias de base devem ganhar mais espaço, como Evander, Andrey e Mateus Pet, além de reforços pontuais serem contratados, principalmente para a substituição de Nenê e Andrezinho quando não tiverem aptos a campo.

O setor de ataque do Vasco passou um 2016 de provas. Até maio, Riascos era o nome ofensivo da equipe e responsável por muitos momentos de alegrias dos torcedores. Entretanto, deixou o clube e desde então a cúpula comandada por Eurico Miranda passou por dilemas no mercado. Acabou contratando Éderson e Junior Dutra, mas apenas o primeiro conseguiu se firmar. Coube a Thalles ser o responsável pelo acesso, passando de um desacreditado na saída do colombiano a herói no fim da Série B. Em 2017 a tendência é a de que a dupla siga como titular. Caio Monteiro, cria da base, corre por fora.