Jorginho - Vasco

Jorginho deu novo padrão ao Vasco no segundo turno do Campeonato Brasileiro (Foto: Paulo Sergio/Lancepress!)

Felippe Rocha e João Matheus Ferreira
14/11/2015
09:04
Rio de Janeiro (RJ)

Em pouco tempo de Vasco, Jorginho já viveu emoções bem distintas. Da estreia com vitória sobre o Flamengo, na Copa do Brasil, à derrota com requintes de crueldade para o Goiás, no jogo seguinte. Da goleada sofrida para o Internacional, por 6 a 0, à arrancada no Campeonato Brasileiro, que teve percalços, mas pode ter ainda um final feliz. E se este final de competição tiver o Cruz-Maltino na primeira divisão, o técnico poderá, enfim, se consolidar no cenário nacional de treinadores. A partida contra o Corinthians, na quinta-feira, será a 20ª do treinador pela equipe de São Januário, além de ser um obstáculo importante a ser superado para o objetivo ser atingido.

Aos 51 anos, o comandante vascaíno tem carreira relativamente curta. Entre 2005 e 2006, ele participou de uma fase em que o América tentava se reerguer. Depois, porém, foram duas passagens como auxiliar técnico: de Dunga, na Seleção Brasileira, e de Oswaldo de Oliveira, no Fluminense. Não foi bem no Goiás, em 2010, mas teve êxito com o Figueirense, na temporada seguinte. Após passagem no futebol japonês, ficou pouco tempo no Flamengo, em 2013. No mesmo ano, caiu com a Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, mas levou o time campineiro à final da Copa Sul-Americana. Agora, escapar da degola seria um título:

– Cara, é um título, para ser sincero. Tenho trabalhado muito, dormido pouco. Vendo treinamentos, pensando como fazer e ajustando todos os detalhes. Torcedor tem me parado nas ruas e decidimos acreditar. Para mim, vai ser um título – almeja.

Naturalmente, o feito histórico de salvar o Vasco, que já esteve afundado na última posição, do rebaixamento, seria o maior da breve carreira de Jorginho à beira do campo. Mas seria passo importante para tal.

A próxima partida do Cruz-Maltino está recheada de ingredientes. Pode tirar a equipe, finalmente, do Z4; pode fazer do Corinthians campeão; mas pode, também, ser o símbolo do crescimento do técnico vascaíno no mercado.
Motivação é o que não falta. Que o resultado, então, corresponda às expectativas e necessidades do time e do treinador.