Campeonato Carioca - Vasco x Bangu (foto:Wagner Meier/LANCE!Press)

Campeonato Carioca - Vasco x Bangu (foto:Wagner Meier/LANCE!Press)

Matheus Babo
18/03/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Quem vê o zagueiro Luan brilhando com a camisa do Vasco desde as categorias de base até acha que o jogador é natural do Rio de Janeiro. No entanto, apesar de residir na Cidade Maravilhosa desde os 13 anos, quando chegou para atuar nas categorias de base e morar em São Januário, o jogador nasceu no Espiríto Santo. Criado na cidade de Fundão, Luan atuará pela primeira vez no estado natal no sábado. E não esconde a felicidade por ter a família em peso nas arquibancadas do Kleber Andrade.

– Estou muito feliz. Com certeza a família vai pro estádio em peso, estão todos ansiosos pra me ver. A festa é só para eles, pra mim é um compromisso. Está uma briga nada por ingresso. Já alugaram duas vans por lá. Estou perturbando o pessoal do Vasco aqui. Euriquinho, Isaías (gerente de futebol), todo mundo está sofrendo comigo nessa semana com essa coisa de pedir ingresso. Sou capixaba, amo meu estado e me sinto honrado de poder jogar lá como profissional – revela Luan.

A distância da cidade de Luan até Cariacica não é muito grande. Segundo o jogador, o caminho que será feito pelas duas vans alugadas pela família deve durar entra 30 e 40 minutos. Prestes a completar 23 anos, Luan viveu pelo menos uma década em São Januário. Como o próprio diz, foi lá que ele estudou, treinou e moldou seu caráter. Feliz pela oportunidade de jogar em casa, deixa a emoção para fora do campo.

– Eu vou estar muito focado no jogo. Mas na cabeça dos meus familiares acho que vai passar um filme. Vai ser a história de um garoto que saiu de lá com 13 anos, com objetivo de mudar a vida dos irmãos e dos seus familiares. Acho que vai ser muito legal pra mim atuar lá. O povo capixaba também gosta de mim, pelo orgulho que tenho da onde saí. Essa reflexão vou deixar pra eles. Vai ser um jogo muito pegado e eu vou trabalhar muito para vencer – diz Luan.

Vascaíno e capixaba, Luan é a referência do time nesta volta a um estádio com tantos torcedores do Vasco após mais de cinco anos. Além de seus familiares de sangue, o zagueiro cria da Colina vai reencontrar uma família muito maior que duas vans: a cruz-maltina.