Felippe Rocha
23/05/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A saída de Riascos abriu uma lacuna no elenco do Vasco que o próprio técnico Jorginho admitiu querer preencher com uma contratação. Enquanto a diretoria não encontra um novo centroavante, cabe a Thalles ser titular. Não que seja um fardo para o jogador, de 21 anos, pelo contrário. Ele desfruta da condição e tem a confiança do comandante da equipe, de quem ouve conselhos constantemente.

- Eu já tinha falado com ele sobre a importância de ficar centralizado. Ele poderia ter sido um pouco mais feliz nas finalizações (contra o Tupi, no sábado). É um jovem atleta que tem um grande futuro pela frente - comenta o sereno Jorginho.


Na última rodada, Thalles teve algumas chances, mas elas pararam no goleiro ou foram para fora. É a segunda partida dele com a camisa 9 desde a volta do antigo titular para o Cruzeiro, e ainda está em branco. Mas ele nega se sentir pressionado para melhorar o desempenho no ataque cruz-maltino na Série B e Copa do Brasil.

- Quando o Nenê deu o passe eu olhei para o goleiro e ia dar a cavada, mas chutei cruzado no chão - analisa, sobre uma oportunidade no fim da partida. E ele ainda completou:

- Não tem pressão, é o meu segundo jogo titular. Meus números no ano são bons. Com trabalho, dedicação e humildade, o gol vai começar a sair - entende.

As estatísticas de Thalles em 2016 corroboram a declaração do jogador. Em 17 partidas, ele marcou 6 gols. Foi titular em nove vezes até agora. São dois gols a mais do que em 2015.

Nesta terça-feira, ele tem nova oportunidade de convencer quem ainda o critica. Contra o Vila Nova, mais uma chance para fazer a bola voltar a entrar e espantar de vez a má fase que o ameaça.