David Nascimento
19/02/2018
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Ao ser contratado pelo Vasco no início de 2016, Yago Pikachu tinha sido destaque do Paysandu e era considerado uma aposta do clube. Os anos se passaram e o jogador, hoje com 25 anos, vem desempenhando papel fundamental na equipe comandada pelo técnico Zé Ricardo. Por conta disto, a cúpula cruz-maltina abriu conversas de olho na renovação do contrato do jogador por mais dois anos - atualmente é válido até o fim deste ano e a prorrogação seria até dezembro de 2020.

Não há pressa para uma conclusão da negociação. A expectativa é que no próximo mês se defina o caso, sem entraves e com aumento salarial ao atleta. Em momento iluminado na carreira, assim como quando o personagem do desenho Pokémon que leva o seu apelido ilumina com os choques elétricos, Pikachu caiu nas graças da torcida. Na Conmebol Libertadores, é o artilheiro da equipe com três gols em três partidas. Depois que retornou para a lateral direita, sua posição de origem, erros quase não estão sendo vistos.

- Agora as coisas estão funcionando. Estou jogando na minha posição de origem e aparecendo como elemento no surpresa. No meio-campo, querendo ou não, você acaba sendo um pouquinho mais marcado. Você fica mais próximo do gol, mas tem menos espaço para jogar. Jogando como lateral, eu venho de trás e procuro me colocar nos espaços deixados pela defesa. Está sendo bem positivo esse começo de ano para mim, mas tenho que seguir trabalhando e mantendo os pés no chão para esse momento continuar por muito tempo - destacou o jogador.

Yago Pikachu está próximo de chegar na marca de 100 partidas pela camisa do Vasco. Ao entrar em campo na quarta-feira diante do Jorge Wilstermann, em Sucre, na Bolívia, pela volta da terceira fase da Conmebol Libertadores, o lateral-direito chegará ao jogo de número 95 no Cruz-Maltino. Sabendo de sua importância em campo, o lateral-direito, com sua característica ofensiva, vai em busca de mais gols para chegar à fase de grupos, sem receio da altitude e deixando de lado a vantagem de poder perder por até três gols de diferença.

- Não vamos mudar a nossa forma de atuar. Nós não podemos cair nesse erro de ir lá apenas para se defender, até porque sabemos que eles virão para o tudo ou nada. Abrimos uma boa vantagem, mas não tem nada definido, será um jogo bastante perigoso. Temos que entrar concentrados para não tomar gol cedo e não cair em nenhuma provocação. Será a primeira vez que eu e alguns jogadores iremos jogar na altitude, podemos ter dificuldades, mas vamos procurar nos adaptar durante a partida - finalizou o jogador.

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