Luan, zagueiro do Vasco ( Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Luan durante atividade em São Januário (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Matheus Babo
12/01/2016
11:58
Rio de Janeiro (RJ)

Uma dos jogadores mais queridos pela torcida do Vasco e também um dos mais assediados por outros clubes brasileiros, o zagueiro Luan completará dez anos de Vasco em 2016. Feliz com a extensão do contrato até o fim de 2019, o jogador ressaltou que a negociação com a diretoria foi rápida. Assim que ele voltou das férias, o presidente Eurico Miranda o procurou e em menos de cinco minutos de reunião, o acordo foi feito. Ele lembrou toda a formação nas categorias de base do Cruz-Maltino e afirmou que não gostaria de deixar o clube na segunda divisão.

- Primeiramente agradecer a Deus que me dá saúde para fazer o que mais amo que é jogar futebol. Tudo que estou construindo hoje, uma imagem que estou montando minha, o Vasco tem 100% de participação nisso. Cheguei aqui um moleque, o clube me deu moradia, comida, estudo e hoje sou um homem. Agradeço ao presidente, ao clube, aos torcedores. Sempre disse que queria ficar. Foi uma conversa muito rápida. Fico muito feliz. Agora é me dedicar cada vez mais para me tornar um ídolo desse clube - disse o jogador.

Luan foi promovido ao time profissional em 2012. Naquela época, ainda jogava pouco e começava a ganhar espaço nos profissionais. No ano seguinte, o time foi bastante modificado e o jovem começou a atuar com mais frequência na reta final do Brasileirão, quando o time já lutava contra o rebaixamento. Em 2015, ele já era titular absoluto e atuou em boa parte dos jogos. Até pela ajuda na formação, o zagueiro trata recolocar o Vasco na Série A como uma das dívidas que tem com o clube.

- Futebol é um esporte coletivo. No primeiro rebaixamento eu joguei 7, 8 jogos, ano passado sim eu joguei muito. Essa dívida é por tudo que o clube fez por mim. O Vasco me deu o que comer, onde estudar, sou grato por isso. Quando voltei de viagem, resolvi isso de forma rápida. Quero fazer um grande ano, evoluir cada dia mais. Cada ano tem sido melhor para mim. Espero conseguir chegar jogando o fino com 35 anos, como o Nenê, Rodrigo - disse.

O elenco almoça no início da tarde no CT João Havelange e terá algumas horas de descanso até o segundo período de treinos do dia, que deve ser aberta para a imprensa às 17h30.