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Rafael Vaz fez gol contra o Sport, no ano passado, e dedicou para a filha, que nasceria poucos dias depois

LANCE!
04/01/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Num 2015 obviamente ruim para o Vasco, poucos tiveram o que comemorar. Destes, os que começam 2016 com perspectiva tão otimista em comparação com a do ano passado como Rafael Vaz são menos ainda. O zagueiro chegou a treinar separadamente, ficou um ano sem jogar... mas jogou. E fez gol pouco depois. E ganhou espaço também como volante. Em 2016, se não é titular, é opção imediata aos titulares Luan e Rodrigo. Mais que isso, à frente da defesa, somente Bruno Gallo e Diguinho, ambos titulares na reação no Brasileiro, e o jovem Andrey. As chances de progredir e continuar atuando são bem maiores.

Foi um período longo de ostracismo. Adilson Batista não era fã do futebol do defensor. Com Joel Santana, as chances também foram poucas. Doriva e Celso Roth também não viam necessidade de utilizá-lo. Assim, não houve oportunidade entre 23 de setembro de 2014 e o último dia 9 de setembro. Neste período em que a felicidade não foi a tônica na vida, a filha Raphaella, que estava a caminho, era o alento.

A pequena nasceu pouco depois do gol contra o Sport, que garantiu o triunfo no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Aquele feito apenas confirmou a escolha acertada de Jorginho, que o utilizou também como volante, em algumas ocasiões. Nesta temporada, como Serginho não permaneceu e Guiñazú está fora dos planos, ele também surge como opção para o setor.

Nos momentos mais desesperadores do Vasco na já desesperada luta contra a degola, ano passado, Jorginho chegou a cogitar colocar o zagueiro-volante no ataque. Mas a prioridade de Rafael Vaz é defender. E seja como volante, ou na posição de origem, a tendência é que 2016 seja um ano bem melhor para Rafael Vaz do que foram os dois últimos. Afinal, 22 partidas em dois anos é muito pouco.