David Nascimento e Vinicius Faustini
27/12/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Depois de iniciar sua passagem no Vasco sob a tensão de ganhar espaço (entre os titulares e no coração da torcida), Yago Pikachu se prepara para lidar com desafios ainda maiores em 2017. Em entrevista exclusiva ao LANCE!, o lateral-direito aponta suas expectativas para o início de trabalho com Cristovão Borges, a responsabilidade de firmar o Cruz-Maltino na Série A, dentre outros temas. Veja abaixo!

Como prefere ser aproveitado pelo técnico Cristovão Borges para a temporada de 2017?
Tenho que ver como o treinador irá optar, se irei jogar de lateral-direito ou na ponta improvisado como meia. Mas estou à disposição para qualquer lugar, onde o Cristovão Borges achar melhor, assim como eu estava à disposição enquanto Jorginho era o técnico. Lutarei para ser titular.

Qual é o balanço que você faz da temporada que acabou?
A temporada foi positiva. Conseguimos o título do Carioca, além do retorno à elite, mesmo com os obstáculos que apareceram no caminho. Não chegamos tão longe como esperávamos na Copa do Brasil. Sobre o meu rendimento, creio que foi um pouco abaixo do ano passado. Em 2015 fiz muitos gols, no Vasco consegui buscar o meu espaço aos poucos. O Jorginho optou muito em me colocar no meio, tive um pouco de dificuldade no começo, mas fui forte com sequência no primeiro turno e na reta final do segundo da Série B.

O Vasco no primeiro semestre ficou invicto por 34 jogos e no segundo caiu muito, conseguindo o acesso somente na rodada final. A que você atribui este ponto?
Várias coisas. Viagens desgastantes, um relaxamento por conta de estar na liderança por muitas rodadas, isso atrapalhou um pouco a gente. A reta final do Vasco foi muito difícil, muitos duvidaram do nosso acesso e nós, do elenco, estávamos tranquilos que a vaga na elite não iríamos deixar escapar.

Teve algum momento na reta final que o medo de perder a vaga na elite tomou conta do Vasco?
Não, sinceramente. Sabíamos da nossa qualidade. Tínhamos condição de subir. E subimos. Ficamos tristes por tudo que aconteceu, mas o acesso veio. Não passou em nenhum momento em nossa cabeça uma dúvida para conseguir o retorno.

A chegada do Cristovão Borges é encarada como por você?
É uma chance de mostrar para ele o meu valor. Não somente eu, mas todos. Vamos começar do zero. O elenco todo desde o início. Ele deve ter trabalhado com alguns já, mas buscaremos o nosso espaço desde a pré-temporada nos Estados Unidos. Seja na lateral ou no meio de campo.

Quais lembranças você carregará do técnico Jorginho?
Jorginho foi muito importante, principalmente na minha adaptação. Conversou bastante comigo, sempre no meu lado. Tive dificuldade no começo, mas é natural. A diferença do futebol do Pará para o do Rio é muito grande. O nível é diferente demais. E coube a mim para não sentir tanto. Foi minha primeira saída do Pará.

Sente saudade de cobrar falta como na época do Paysandu?
A prioridade nas cobranças no Vasco são dos mais experientes, Nenê, Andrezinho... Mas eu sempre trabalho por isso para que quando a chance aparecer, aproveitar. Tenho apenas a aprender. Fui muito bem recebido, muito feliz pela torcida, na reta final com alguns gols, na Copa do Brasil diante do Santa Cruz.

O que o torcedor pode esperar para a próxima temporada?
Pode esperar a mesma determinação que tivemos em 2016. Queremos manter a invencibilidade no Carioca. Antes tem a Flórida Cup nos Estados Unidos, primeira vez que sairei do Brasil, entraremos para vencer, mas sabemos que será uma preparação para 2017 e a chance de mostrar a Cristovão quem está melhor para ficar entre os 11.

Todos começam do zero pela vaga por ser um técnico novo?
Sim. Mas claro que Cristovão já nos acompanha há tempo. Cabe a nós jogadores lutar pela titularidade. Madson está indo para o terceiro ano de Vasco. Quem estiver melhor estará entre os 11. Somos amigos. Jogamos juntos muitas vezes em 2016, eu no meio e ele na lateral.

Nestas férias, já jogou Pokemón Go? Capturou o Pikachu?
(Risos) Não, pior que nunca brinquei com isso. Desde quando foi lançado não baixei o aplicativo, meus amigos que brincam (risos) e me marcam nas redes sociais.

Nos últimos anos o Vasco está em uma gangorra, subindo e descendo. O que fazer para acabar com isso em 2017?
Sabemos que a cobrança será maior, estamos voltando para a primeira divisão. Temos de dar o nosso melhor para não acontecer do Vasco cair novamente. Vamos surpreender muita gente em 2017.