Eurico Miranda - Coletiva em São Januário

Eurico Miranda convocou a imprensa para uma coletiva nesta quinta-feira (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

David Nascimento
22/09/2016
17:25
Rio de Janeiro (RJ)

A reapresentação do Vasco na tarde desta quinta-feira, em São Januário, após a eliminação para o Santos na Copa do Brasil, na noite de quarta-feira, teve como principal acontecimento a entrevista coletiva do presidente Eurico Miranda. O mandatário vascaíno conversou com os jornalistas por cerca de uma hora e fez duras críticas a Jean Pierre Gonçalves Lima, árbitro da partida da eliminação que foi marcada por polêmicas.

Antes de abrir para perguntas dos jornalistas, Eurico Miranda fez um pronunciamento durante aproximadamente 20 minutos. O presidente do Vasco citou lances de interpretação em pênaltis, mas focou no erro da falta não marcada em Alan e no impedimento na sequência, o qual originaram o gol contra de Rodrigo, quando os vascaínos venciam por 2 a 1 e precisavam de mais um gol para levar a decisão da vaga aos pênaltis.

- O que eu quero é que sejam restabelecidos os direitos iguais. O futebol, sem nenhum tipo de problema, os jogadores estão sujeitos a punição, os dirigentes, os profissionais, e o árbitro não está sujeito a punição. Eu só queria que me dessem um argumento para o árbitro não ser sujeito a punição. Nem que seja a última coisa que faço no futebol, brigarei para que sejam punidos - disse Eurico Miranda para completar:

- Vou me ater ao jogo de quarta. Os árbitros não são amadores, são profissionais. Podem se consideram mal pagos, eu acho que são muito bem pagos. A arbitragem do jogo com o Santos custou quase R$ 10 mil. O árbitro atua, erra, e dizem: "Errar é humano". É, mas todo mundo que erra paga pelo seu erro, o único que não paga é o árbitro. Prejuízo causado é irreparável. A Comissão de Arbitragem tem que prestar conta do que erra.

O Vasco pode ir a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva por conta das expulsões de Andrezinho e Rodrigo, de objetos atirados no campo pela torcida na saída da arbitragem após o jogo e por ofensas do assessor especial da presidência, Eurico Brandão, mais conhecido como Euriquinho, no vestiário. Eurico Miranda também comentou sobre isso, falando que não irá prestar queixa formal na Confederação Brasileira de Futebol.

- Se eu tomar uma providência formal com a CBF, o que vai adiantar para mim? Para o Vasco? O que aconteceu não tem reparação. Não adianta eu pegar um papel e escrever. O que procuro colocar é que os procuradores do Tribunal buscam denúncia pela súmula. O procurador, com um erro flagrante desse, tem que denunciar o árbitro. O procurador que procure o árbitro. A súmula desmoraliza - concluiu o presidente.