Zinho (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Zinho substitui Jorginho no duelo deste sábado em São Januário (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

LANCE!
09/07/2016
10:05
Rio de Janeiro (RJ)

A figura de Jorginho desde que assumiu o comando do Vasco é sempre vista, seja nos treinos ou em jogos, acompanhada de uma "sobra". Zinho, auxiliar e amigo de longa data do comandante vascaíno, não se limita a ficar sentado no banco e também veste a camisa para ajudar o Gigante da Colina nas partidas. No duelo deste sábado, contudo, o protagonista no banco de reservas será Crizam.

Suspenso devido a expulsão diante do Avaí, Jorginho dará pela primeira vez lugar a Zinho no comando do time em uma partida de vital importância para o Cruz-Maltino na Série B. O comandante vascaíno deu a benção para seu fiel escudeiro ter total liberdade na beira do gramado.

- O Zinho é um treinador, e eu considero assim. Nunca vou considerar meu auxiliar como um auxiliar. Ele tem voz de decisão. A decisão sempre no final é o treinador que dá, mas eu ouço muito o Zinho. E ele tem toda a capacidade. Vão estar ele e o Cleber (dos Santos, auxiliar) no banco. Nós não vamos usar nenhum tipo de comunicação, nem de mensagem. Porque ele sabe o que tem que fazer - declarou o treinador.

Jorginho, que ficará em uma cabine ou mesmo em um camarote de São Januário acompanhando a partida, reconheceu que o Vasco terá neste sábado a cara de Zinho durante os 90 minutos.

- Com certeza nós somos diferentes. Apesar de termos uma afinidade grande, sermos muito amigos, às vezes até mesmo a reação dele e minha são diferentes. Eu sou treinador, e ele precisa estar atento a isso. Eu falo para ele: se me vir muito exaltado, tenta me acalmar. Se me vir muito calmo, tenta me exaltar (risos) - declarou.

E se no futuro Zinho optar em seguir um caminho próprio, como o técnico de fato? Jorginho, neste momento, não se imagina trabalhando longe do companheiro de tetracampeonato da Seleção Brasileira.

- Tenho certeza que não. Já conversamos sobre isso. Ele está muito feliz nesse momento aqui. Em algum momento das nossas vidas, nós nos cruzamos. Ele como gerente de futebol e eu como treinador. De repente ele está abaixo do meu comando, mas eu entendo muito bem isso, por isso é importante dar o espaço para que ele se sinta um treinador - declarou.