Nenê (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Nenê tem mantido média de boas atuações nesta temporada (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Matheus Babo
11/03/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Na década de 90, o futebol carioca era praticamente uma corte. Diversos jogadores se intitulavam "reis do Rio" e o campeonato estadual era a competição oficial para ver quem seria o dono da coroa. O Vasco teve Jardel e Valdir no tri em 92-93-94, depois Edmundo no fim da década. No Flamengo, Romário era o grande protagonista e chegou a dizer que rei tinham muitos, mas "Deus, só ele. No Fluminense, o rei mais conhecido foi Renato Gaúcho, enquanto no Botafogo quem assumia esse cargo era Túlio Maravilha.

Nos tempos atuais, a brincadeira via imprensa diminuiu. Declarações bem-humoradas e provocativas são cada vez mais raras, mas alguns torcedores ainda brincam com a situação. E o vascaíno tem certeza que o Rei do Rio é o meia Nenê, que disputa o primeiro Campeonato Carioca da carreira e já vem se destacando em diversos quesitos.

Além de ser um dos principais artilheiros da competição, com cinco gols marcados (atrás de Fred, Riascos e Tiago Amaral), Nenê lidera algumas estatísticas como assistências. Ele já tem quatro no Carioca ao lado de Luis Ricardo, do Botafogo. Além disso, ninguém na competição chutou mais a gol e deu mais dribles que o craque vascaíno. Apesar dos números e do sentimento da torcidapesarem a favor, Nenê sabe que, além da coroa na cabeça, precisa de mais uma coisa para cravar seu nome como ídolo do Vasco.

– Pretendo me consagrar como ídolo do clube. Eu acho que, para merecer isso, ser um ídolo dessa torcida, que eu não me considero ainda, preciso ganhar títulos. Eu não ganhei nada ainda. O fato de eles já me considerarem isso me deixa muito honrado e orgulhoso do meu trabalho. Mas, para decretar isso, faltam títulos. Espero que seja esse ano – disse o camisa 10, em entrevista ao programa "É Gol", do SporTV.

Fico após propostas
Com 34 anos, Nenê sabe que mesmo atuando em alto nível e em grande forma, não terá muito tempo de carreira. O contrato com o Vasco, renovado até 2018, é longo, mas o meia evita falar em aposentadoria e revela porque decidiu permanecer mesmo com tantas ofertas.

– Eu não imaginava (tanto carinho). Esse foi um dos motivos para ter ficado, o carinho e a admiração dos torcedores. Como eu já tenho uma carreira consolidada, não seria ruim disputar uma Série B.

Se depender dos vascaínos, a corte carioca já tem seu rei.