Madson

Madson em ação pelo Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Matheus Babo
15/03/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Com problemas financeiros para montar o grupo no ano passado, o Vasco teve que fazer muitas apostas. Dos vários jogadores que chegaram em São Januário na temporada passada, Madson foi a aposta que deu certo. O lateral-direito ganhou a confiança de todos os treinadores que passaram pelo clube desde então e tem quase 85% de frequência no time titular. Dos 78 jogos que o Vasco fez desde janeiro de 2015, o baiano participou de 65.

E Madson tinha tudo para não ser unanimidade em São Januário. A temporada 2015 começou muito bem. Com Doriva, foi titular absoluto na campanha do título carioca, mas acabou caindo de produção junto com o restante do grupo no início do Campeonato Brasileiro. Com Celso Roth, chegou a ir bem na estreia do gaúcho, ao fazer o cruzamento para o gol de Riascos no clássico contra o Flamengo, mas o que viria depois daquilo assustaria.

O comando técnico mudou mais uma vez. Jorginho, especialista na posição de Madson, titular da Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato mundial, chegaria. E o rendimento do camisa 2 novamente ficava em evolução. Desde então, participou de quase todos os jogos, ficando fora apenas por suspensão. Em 2016, esteve em campo nas nove partidas do time. Mesmo assim, sabe que não pode se descuidar.

– O jogador precisa do ritmo de jogo. Não tem ninguém com cadeira cativa. O Jorginho está sempre observando. Hoje (ontem) teve um jogo-treino para os reservas. Isso é importante. Foi corrido, com todos buscando espaço, focados, querendo mostrar o seu melhor. Foi importante para o Diguinho, que está há muito tempo sem jogar, fazer esse tipo de treinamento. Ganhar ritmo é sempre bom – ressalta Madson.

Jogador de muita velocidade e explosão física, Madson vai se firmando em São Januário numa posição que sofreu para achar uma unaminidade desde a saída de Fágner, que brilhou em 2011, mas não conseguiu repetir as boas atuações quando voltou ao clube, em 2013.

Como bom baiano, Madson segue trabalhando com tranquilidade para deixar de ser uma apostar e virar de vez uma realidade e um jogador que conquistou a torcida e escreveu seu nome na história do Vasco.