icons.title signature.placeholder Igor Ramos
22/06/2014
15:13

Um dos personagens  mais importantes da história do futebol francês, o ex-jogador Zinedine Zidane, carrasco do Brasil no mundial de 1998, estará longe dos Bleus nessa Copa do Mundo. Quem esperava vê-lo visitando a concentração da equipe em Ribeirão Preto se decepcionou.

E quem sonha um dia vê-lo na comissão técnica dos Bleus, terá que ter muita paciência. Se depender o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët, o craque "está fora da pauta do dia" e ainda precisa de bagagem para "fazer parte do staff".

- Esse é um assunto que não está na pauta do dia. O  Zidane ainda precisa treinar  um clube. Ele está tendo oportunidades, mas creio que precisa passar por um clube primeiro, e quem sabe quando tiver mais experiência. Por hora, não está na pauta esse assunto - disse o dirigente, mostrando-se pouco à vontande para falar do tema, durante a entrevista coletiva concedida em Ribeirão Preto, cidade base dos treinamentos da França.

Zidane recentemente sentou-se ao lado de Carlo Ancelotti no banco do Real Madrid, como auxiliar do treinador italiano. Oportunidade que o ex-craque não teve com Mourinho e que dificilmente terá com o ex-companheiro de seleção, Didier Deschamps, a quem o presidente da FFF rasga elogios.

- A imagem dele é muito importante. Didier é uma pessoa que dá segurança, um grande profissional,  que se mostra sempre próximo aos jogadores e dá segurança a eles. E  quando responde, não fala em vão. É objetivo no que faz, e com simplicidade - disse o dirigente, deixando claro que se sente melhor ao lado de Deschamps, do que  no período em que Laurent Blanc estava à frente da seleção.

- Tudo  é uma questão de afinidade. Eu fico contente que ele (Blanc) esteja fazendo uma boa campanha no PSG, um time não muito fácil para se administrar. Não quero comparar os dois, mas eu me sinto muito melhor ao lado de Deschamps - disse o cartola francês

Brasil absoluto

O dirigente francês vê o Brasil como franco favorito nesta Copa. E coloca os franceses como surpresa desse Mundial.

- O Brasil, como país organizador tem   uma vantagem. Além, é claro, de ter grandes jogadores. Individualmente é muito forte, Vejo também a Alemanha e Argentina. Mas o   Brasil é o grande favorito - disse.

Sobre a França, se mostrou surpreso com os dois primeiros jogos, e revela que o objetivo inicial era alcançar as quartas-de-final.

 - Seria pretensioso em nos colocarmos como favoritos.  Mas os Azuis farão o máximo possível. Pensamos em alcançar as quartas, mas estamos otimistas. Só que não podemos passar uma imagem pretensiosa. Devemos sim tomar cuidado para não ter excessos em relação ao nosso real valor. A confiança é grande pois estamos tendo grandes resultados desde o jogo (amistoso) contra a Ucrânia - afirmou

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de  Noël Le Graët, atual presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF)
 
Surpresa contra Suíça

- Tenho esperança nesse time. Contra a Suíça fiquei surpreso, mas acredito que podemos ir longe, mas sem ser pretensiosos

Carinho e confiança da torcida francesa

-  Objetivo era passar uma imagem boa. O que vem me agradando também é saber o prazer das pessoas com a nossa seleção

Diferenças em relação a 2006 e 2010

- Em 2006 e 2010 foi um péssimo momento. Agora temos algo novo, uma seleção mais nova, com outros jogadores, uma nova  geração que  são esperança  para o futebol. Muitos são titulares em grandes clubes.  Sempre tive a certeza que os jogadores gostam dessa camisa azul, desde  o primeiro encontro em Clairefontaine até agora. Tudo vem sendo ótimo. As vezes não é fácil, mas está dando tudo certo.

Escolha perfeita para concentração total

- Estamos muito bem acolhidos. A sensação é de estar em casa. Em Salvador, os jogadores disseram no embarque para Ribeirão Preto que estavam voltando para casa.  O Brasil tem nos dado carinho, tanto aqui em Ribeirão Preto, como  nos estádios. O acolhimento é fantástico.