icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
12/02/2015
18:21

É comum quando vemos um jogador de futebol se aposentar, que ele passe a treinar clubes ou torna-se empresários de jogador. O ex-zagueiro de Corinthians e São Paulo, Anderson, não fugiu à regra, mas tem uma peculiaridade a mais: tornou-se jogador de tênis. Desde que parou de jogar, em 2014, ele passou a treinar com frequência e até já venceu torneios, tudo à parte de sua recém iniciada carreira como empresário.

- Eu sempre gostei. Comecei a brincar em 2003, 2004, esporadicamente. Quando parei de jogar em 2013, eu comecei a levar mais a sério, arrumei um professor e comecei a aprender. Eu gosto de competir. Depois de sete meses comecei a disputar torneios. Melhorei muito. Joguei três finais, uma pelo interclubes do Corinthians, fomos vice-campeões. Nas outras duas, perdi uma e venci outra. Estou na Federação de Tênis já, e devo disputar mais sete, oito torneios - disse, ao LANCE!Net.

Anderson atuou pelo Corinthians entre 2000 e 2005, foi campeão Mundial com a equipe em 2000, além de conquistar o Brasileiro em 2005. Atuou ainda por Benfica, Lyon, São Paulo, Santo André e Cruzeiro, antes de encerrar a carreira no Paraná, em 2014. Jogou uma partida pela Seleção Brasileira, em 2005, na despedida de Romário contra a Guatemala, qiuando, inclusive, marcou um gol.

Nesta quinta-feira, ele esteve no Ginásio do Ibirapuera, para acompanhar as disputas do Aberto do Brasil. Ao ser informado pela reportagem do LANCE!Net que o jogo em andamento colocava frente a frente um argentino (Diego Schwartzman) e um homem que recebeu uma camisa personalizada do Palmeiras (o italiano Fabio Fognini), Anderson não teve dúvidas sobre para quem ele iria torcer.

- Vou torcer para o alemão. Nem vou chamar de argentino (risos). Porque esse aqui, o Fognini, é meio chato, meio antipático. Agora vou torcer pra ele, faz tempo que não torço pra um argentino (risos) - brincou.

Em forma, o ex-zagueiro disse que dificilmente perde para alguém no tênis. De tanta confiança, até "desafiou" seus ex-colegas de profissão Rogério Ceni e Ronaldo Fenômeno para uma partida com a bolinha. Para Anderson nem Ceni, que treina tênis desde 1992, quando brincava com Telê Santana, seria páreo.

- Um dos maiores jogadores da história do futebol (Rogério Ceni). Mas se eu pegar ele, dificilmente ele vai ganhar. Minha evolução foi muito grande. Os caras querem me colocar com o Fenômeno, dizem que ele joga muito. Meu professor vai conversar com o Corinthians para colocar a gente para brincar. Hoje eu desafio qualquer um. Na parte física continuo muito bem - completou.